Archive for fevereiro, 2009

ESCOLHER O SEXO DO BEBE

meninooumenina

Menino ou menina? Você pode escolher o sexo
Alguns estudos e a experiência dos médicos mostram que é possível influenciar na escolha do sexo do bebê no momento de sua concepção. Veja quais os fatores capazes disso
 

 

 Acreditava-se que a união do espermatozóide com o óvulo, que dá origem ao futuro bebê, determinava aleatoriamente se um casal teria menino ou menina.

 

No entanto, um estudo dinamarquês divulgado no segundo semestre de 2007 defende que mulheres estressadas têm 5% de chance a mais de terem garotas. A pesquisa reacendeu uma velha curiosidade dos casais: o modo como os pais vivem ou suas atitudes influenciam na seleção do sexo do bebê?

 

As características do bebê são determinadas a partir das informações presentes nos cromossomos carregados pelo espermatozóide e pelo óvulo e acabam definindo por exemplo a cor dos olhos da crianca, do cabelo, da pele…

 

Em relação ao sexo do feto, a mulher carrega cromossomos sexuais femininos (XX), já o homem traz ambos (XY) em seu espermatozóide, ou seja, ele é responsável por definir se nascerá um menino ou uma menina. “Por isso, é universalmente difundida a expressão ‘o homem determina o sexo’”, diz o especialista em medicina fetal do Hospital São Camilo Rodrigo Ruano, de São Paulo.

 

Mas algumas teorias apontam os espermatozóides com carga genética masculina como sendo diferentes daqueles com carga feminina. O primeiro seria mais rápido, leve e fraco em relação ao outro, que é resistente, porém mais pesado e lento.

 

Com essas informações, ao longo dos anos, alguns médicos começaram a identificar fatores que facilitariam a chegada de um deles até o óvulo, infl uenciando o sexo.

 

É o que tem demonstrado, por exemplo, a experiência do ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein José Bento de Souza, que esclarece: “É claro que não é uma ciência exata e sim uma predisposição. Mas existe sim uma relação clínica, apontando chances de acerto de 80% a 85%”. Confira a seguir alguns fatores:

 

Período fértil

 

Se a intenção é ter um menino, tenha relações sexuais no dia da sua ovulação (veja no box como saber quando você estará ovulando). Isso porque neste período a mulher produz um ou mais óvulos prontos para a fecundação. Assim, o espermatozóide com carga masculina, que é leve e rapidinho, tem maiores chances de alcançá-los primeiro.

 

Se você desejar engravidar de uma menina, é aconselhável ter relações sexuais dois ou três dias antes da ovulação e não transar nos dias seguintes. Enquanto os espermatozóides masculinos morrem no meio tempo os femininos são capazes de resistir até que consigam atingir os óvulos durante o período fértil.

 

PH da vagina

 

A vagina apresenta naturalmente um pH ácido. Só que o espermatozóide masculino tem preferência por meios alcalinos porque assim pode se locomover com maior facilidade até o útero e as trompas. Portanto, para dar uma ajuda, faça uma ducha vaginal duas horas antes da relação sexual com uma colher de sopa de bicarbonato de sódio diluída em um litro de água morna. Isso vai deixar a vagina mais alcalina.

 

O espermatozóide com cromossomos X, por sua vez, prefere meios ácidos. Mas para garantir que a vagina mantenha estas condições aconselha-se dissolver uma colher de sopa de vinagre em 1 litro de água morna e banhar-se também duas horas antes da relação.

 

Posição sexual e penetração

 

Estudos mostram que o homem deve ficar por cima da mulher caso queira ter um filho homem. Esta posição, aliada a uma ejaculação completa na penetração profunda, vai fazer com que o esperma seja colocado de frente para o colo uterino. Assim, prevalecerá a velocidade dos espermatozóides com carga genética masculina, que serão os primeiros a chegar no óvulo.

 

Para aumentar as chances de ter uma menina, o parceiro deve ficar por trás da mulher e não deve penetrar profundamente durante a ejaculação. Distante do útero, os espermatozóides masculinos acabam morrendo pelo caminho, enquanto os femininos, mais resistentes, sobrevivem até alcançar o óvulo.

 

Ter ou não orgasmo

 

Quando a mulher tem orgasmo, libera uma secreção alcalina. Como já foi citado, os gametas masculinos gostam deste meio. Portanto, para ter menino, tenha o orgasmo antes da ejaculação do homem, já que a secreção vaginal facilitará a entrada destes espermatozóides.

 

Do contrário, a mulher deve ter o orgasmo após a ejaculação do parceiro ou não tê-lo. Assim, os gametas femininos alcançarão os óvulos antes dos masculinos.

 

Alimentação

 

Ainda que não tenha sido realizada uma pesquisa que relacione uma dieta à seleção do sexo do bebê, José Bento acredita que a alimentação tem infl uência. “Você quer ter uma menina? Então, faça uma dieta hipercalórica uma semana antes da relação sexual programada. Coma muito doce e carboidratos, pois eles facilitam a acidez do corpo”, diz ele.

 

Para ter um menino, faça uma dieta hipocalórica, cortando os carboidratos e doces, mas exagerando nas saladas, o que facilita o meio alcalino.

 

Bebê de laboratório

 

Quando a mulher passa por inseminação artificial e a fertilização in vitro é possível definir o sexo com um grau alto de certeza já que os espermatozóides, ou mesmo o óvulo fecundado, podem ser previamente selecionados. Só que esses métodos são usados para resolver o problema de casais com infertilidade, não com o objetivo de definir sexo.

 

O Conselho Federal de Medicina, no entanto, proíbe o uso dos processos para a escolha do sexo ou para definir outras características biológicas da criança. A chamada sexagem só é permitida com o objetivo de evitar doenças ligadas aos cromossomos sexuais como hemofilia, que ocorre somente em meninos, distrofia muscular, entre outros.

 

Essas não são técnicas de rotina”, lembra Rodrigo Ruano. “Devem ser feitas somente se o risco de anomalias cromossômicas ou genéticas for extremamente alto. Usar a inseminação ou a fertilização para a escolha do sexo é uma ampla discussão ética, sendo rejeitada por grande parte da comunidade médica.”

 

Caso haja necessidade de escolha do sexo para evitar uma doença genética, por exemplo, a inseminação artificial faria a coleta de espermatozóides. Estes passariam por um processo de concentração e centrifugação. O cromossomo feminino (X), que é mais pesado, fica no fundo, enquanto o masculino (Y), que é mais leve, se mantém na superfície. Assim, é possível escolher o sexo do bebê. Então, os espermatozóides são introduzidos na mulher no dia de sua ovulação. O processo custa em torno de mil a dois mil reais por tentativa.

 

Já no caso de uma fertilização in vitro, tanto o esperma quanto o óvulo são retirados para análise em laboratório. Depois de selecionar os espermatozóides de melhor qualidade, é feita a inseminação no óvulo, fora da mãe.

 

Após 72 horas, com os embriões formados, o médico retira células para identificar a existência de genes doentes por meio de uma biópsia. Com a análise, também é descoberto se o filho é menino ou menina. Em seguida, os saudáveis são implantados no útero. O valor é de até oito mil a cada tentativa. Mesmo que a ética permitisse seria um preço muito alto apenas para escolher o sexo. Nesse caso, é melhor deixar tudo ocorrer naturalmente.

 

COMO SEI QUE ESTOU OVULANDO?

 

Em geral, a ovulação se inicia no meio do ciclo menstrual, por volta do 14º dia, contando a partir do primeiro dia da menstruação. Mesmo assim, ela pode variar de acordo com o ciclo de cada mulher e é difícil de ser identificada com precisão. Conheça três outras pistas de como saber a data certa:

1 Mudança do muco cervical (secreção da vagina). Quando a mulher está prestes a ovular, a secreção expelida pela vagina aumenta e fica mais pegajosa e fluída. A cor apresenta um tom esbranquiçado. Também é possível sentir dor nas laterais do abdome.

http://itodas.uol.com.br/portal/mae/gravidez_e_parto/voce__gravida/materia.itd.aspx?cod=4232&canal=425&Pagina=3

Comments (22) »

ALIMENTAÇÃO

gravidez-dossie-alimentacao

http://www.bebe.com.br/ – site da abril 
 Alimentação na gravidez

Basta receber a notícia que um bebê está a caminho para as dúvidas pipocarem: “Como sei que estou ingerindo todos os nutrientes esperados? O que fazer para não engordar além da conta?” Confira as respostas da doutora Hope Ricciotti, uma expert no assunto.

A gravidez é um bom momento para criar hábitos saudáveis. Pois o bebê depende da sua alimentação. Mas tão importante quanto a nutrição do pequeno é preparar o seu organismo para a maratona que vem pela frente: suportar as poucas horas de sono e a atividade intensa nos primeiros meses com um recém-nascido exige muita disposição mental e física. “A melhor maneira de passar por essa fase é se alimentar bem durante e após a gestação”, aconselha a ginecologista, obstetra e professora da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, Hope Ricciotti, autora de O Livro de Receitas da Grávida Saudável (Editora Publifolha).

Para a obstetra, comer bem significa manter uma dieta diversificada e equilibrada. “O recomendável é ingerir de 50 a 60% das calorias diárias na forma de carboidrato, de 25 a 35% em gorduras e 20% em proteínas”, explica. O cálculo não é exato e nem requer da gestante uma contagem das calorias ingeridas. “O importante é manter, durante a semana, a proporção dos grupos alimentares”, conta Hope.

Estima-se que durante a gestação são necessárias cerca de 200 calorias a mais por dia, número que pode variar de acordo com o nível de atividade física da futura mãe. Mas não se preocupe em contá-las. Segundo a médica, bom senso e atenção são suficientes para garantir uma alimentação para lá de saudável e, consequentemente, o ganho de peso dentro dos padrões. Confira as dicas nutricionais da especialista para cada etapa da gestação:

Primeiro trimestre: invista em ferro e ácido fólico

Nesse período, as transformações no corpo da gestante ainda não são muito perceptíveis, mas a presença do HCG (hormônio gonadotrofina coriônica humana) no sangue indica que muitas alterações internas estão acontecendo. E, como não poderia deixar de ser, é importante se preparar para todas elas.

Ao fim da 12ª semana, a frequência cardíaca e o volume do sangue estarão entre 10 e 15% mais altos. A expansão sanguínea exige uma dieta com mais líquidos, ferro e ácido fólico. Já a necessidade de proteína aumenta por causa do crescimento dos seios e do útero.

Essa fase é também caracterizada pelos enjoos, que podem ser aliviados com truques alimentares. “Evite ficar muito tempo de estômago vazio. Coma pequenas porções de carboidratos leves ao longo do dia, como macarrão e arroz sem temperos fortes, batata cozida e bolacha de água e sal”, recomenda a obstetra Hope Ricciotti. O gengibre cristalizado também atua no sistema digestivo e combate os enjoos.

Onde encontrar ácido fólico: a vitamina está presente nas folhas verde-escuras (espinafre, escarola, couve, brócolis), nas leguminosas, nas castanhas e nas frutas cítricas. Em muitos casos, são recomendados suplementos vitamínicos para suprir a necessidade recomendada de 400 mcg diários. Atenção: o cozimento pelo micro-ondas é o que mais destrói o ácido fólico, que também é eliminado quando a comida é preparada em altas temperaturas ou com grande quantidade de água. “O ideal é prepará-las no vapor”, afirma Hope.

Segundo trimestre: o paladar da gestante fica mais apurado. Aproveite!

“O segundo trimestre é a melhor fase da gravidez. A energia aumenta, as papilas gustativas voltam a funcionar como antes e os desconfortos são superados”, diz a professora da Faculdade de Medicina de Harvard Hope Ricciotti. Nessa etapa da gestação, a obstetra recomenda a ingestão de 300 a 500 calorias a mais por dia. “A necessidade de ferro e cálcio também aumenta”, alerta.

Como a comida volta a ser atraente, aproveite para fazer refeições saudáveis. “Prefira opções ricas em fibras, como cereais, pães integrais e frutas, e um pouco de proteína, como leite, queijos, iogurte e ovos. A banana, fonte de vitamina B6 e potássio, é uma opção nutritiva e substanciosa”, recomenda.

Todas as vitaminas, exceto a A, são importantes nessa fase. “Procure consumir cinco porções de frutas diariamente. Quanto mais variadas elas forem, maior a probabilidade de obter todos os nutrientes de que precisa”, diz Hope.

Outro fator importante é manter o foco na hidratação. Além de essencial para a saúde do bebê, a água ajuda a prevenir tonturas, prisão de ventre e ondas de calor típicas do período.

Atenção aos desejos: a vontade incontrolável por determinados alimentos sinaliza as necessidades do seu organismo. “É comum, por exemplo, querer comer carne vermelha, rica em ferro hemático, um tipo de ferro que nosso corpo absorve com facilidade”, explica Hope.

Terceiro trimestre: os nutrientes que garantem um parto tranquilo

Alguns desconfortos podem assumir o centro das atenções nessa fase. “No fim da gestação, a mulher sente muita fome, mas logo está satisfeita. O segredo é comer pouco em várias refeições”, recomenda a obstetra Hope Ricciotti.

Cálcio e ferro merecem atenção especial. “O bebê começa a esgotar a reserva da mãe. Por isso, combine alimentos ricos em ferro – presente na carne vermelha, nas aves e nos peixes – com bebidas que contenham a vitamina C, como suco de laranja, para maximizar a absorção do mineral”, explica.

Outra indicação é ingerir fibras e líquidos, que combatem a prisão de ventre e evitam as hemorroidas, dois problemas comuns ao terceiro trimestre da gestação. Manter o corpo hidratado ajuda ainda a controlar os inchaços. “Evite, no entanto, beber muito líquido antes de dormir para não sentir vontade de urinar no meio da noite, interrompendo o sono”, sugere a especialista.

Haja energia: como o período é de muito cansaço, o ideal é focar uma dieta nutritiva. “Invista em carboidratos não refinados, como arroz, cereais, macarrão e pão integrais, pois você vai precisar de muita energia para gerar um bebê”, diz Hope.

 Pós-parto: alimentação saudável para revigorar o organismo

Após o nascimento do bebê, a dieta da nova mãe deve seguir a mesma fórmula recomendada durante a gravidez. “Quem amamenta precisa de 200 a 500 calorias a mais por dia e cerca de 70 g de proteína. Para chegar a esses valores, aumente o tamanho das porções”, indica a obstetra Hope Ricciotti.

Os cuidados que o recém-nascido exige poderão tornar difícil o preparo de refeições completas, por isso, os lanches são essenciais no período. “Tenha sempre à mão opções saudáveis, como uma fatia de pão integral com queijo e salada”, diz.

Durante a amamentação, hidrate-se ainda com maior rigor. “O bebê mama de oito a 12 vezes por dia e, para tanto, são necessários cerca de 3 litros de água para compensar o leite produzido”, explica Hope.

Cálcio, cálcio, cálcio: o aleitamento também exige da mãe atenção à ingestão de leite e derivados, pois estima-se que, nessa fase, o organismo da mulher precisa de 1000 mg de cálcio por dia. “Não é uma boa ideia diminuir o consumo de laticínios com o objetivo de emagrecer”, alerta Hope. Se o bebê apresentar algum tipo de sensibilidade aos derivados do leite, o uso de suplemento vitamínico para repor o mineral deve ser recomendado.

Precauções alimentares: o que evitar no período

Em geral, o bom senso predomina entre as gestantes. Se ficar em dúvida, o Livro de Receitas da Grávida Saudável (ed. Publifolha), de Hope Ricciotti, sugere uma boa conduta à mesa:

– Coma aves, carnes, salsichas, peixes e frutos do mar muito bem cozidos e evite queijos moles e patês feitos com leite não pasteurizado. As gestantes são mais suscetíveis à bactéria Listeria monocytogenes. Outro ótimo motivo para cozinhar bem a carne é evitar a toxoplasmose, uma infecção que pode causar doenças graves, principalmente no primeiro trimestre de gestação.

– Evite ovos crus e derivados de leite não pasteurizado. E guarde a comida na geladeira para prevenir a salmonela.

– O mercúrio, presente em alguns tipos de peixe, como os de água doce, o peixe-espada e o cação, também deve ser evitado.

– Modere a ingestão de cafeína e álcool. E atenção: refrigerante à base de cola e chocolate também contêm uma parcela de cafeína. Consuma com parcimônia.

Leave a comment »

RETIRADA DO DIU

17078

Hoje eu e mozão fomos até á gineco retirar o DIU. Pretendo começar a tentar lá por setembro e até lá….haja camisinha.

Já estávamos imaginando todos os tipos existentes para podermos brincar bastante.

 Ele disse que está animadíssimo com a nova situação e com a possiblidade de algo acontecer de repente.

Estamos muito felizes.

Leave a comment »

GANHO DE PESO NA GRAVIDEZ

pregnancy-nutrition-guidelines-ga-1

Resultados da calculadora do ganho de peso na gravidez

Fonte: American College of Obstetricians and Gynecologists.

Você provavelmente vai engordar 11,3 kg – 15,9 kg durante sua gravidez.

Se você engordou em média os quilos acima, é assim que o peso se distribui :

Você:
Útero 1,1 kg
Seios 0,5 kg
Sangue 1,4 kg
Água 1,9 kg
Gordura 3,8 kg
Subtotal 8,6 kg

 

Seu bebê:
Feto 3,4 kg
Placenta 0,7 kg
Líquido amniótico 0,9 kg
Subtotal 5,0 kg

Total 13,6 kg

Qual é o ganho de peso ideal na gravidez?

Antes de qualquer coisa, ponha na sua cabeça que não tem jeito, você vai engordar. O ganho de peso é necessário porque seu corpo está crescendo e mudando, para proporcionar as melhores condições ao bebê. Veja para onde vão os quilos extras:

• Ao nascer, o bebê vai pesar em torno de 3 kg.

• Ao longo da gravidez, a camada muscular do seu útero cresce bastante, e passa a pesar 900 g a mais.

• A placenta, que nutre o bebê, pesa 600 g ao final da gravidez.

• Seus seios aumentam de tamanho e pesam 400 g a mais.

• O volume de sangue que circula no seu corpo cresce, e todo o sangue extra pesa 1,2 kg.

• Você acumula líquido no organismo, além do líquido amniótico que envolve o bebê, num total em média de 2,6 kg.

• Além disso, você acumula gordura no corpo durante a gravidez para garantir um estoque extra de energia para a fase da amamentação. Esse total é de cerca de 2,5 kg.

Portanto, ao final da gravidez, por essa média, você estaria pesando 11,2 kg a mais do que pesava antes de engravidar. É claro que as coisas não funcionam bem assim, já que ninguém é uma média. Nossa calculadora do ganho de peso na gravidez vai lhe dar uma estimativa mais personalizada. Existem variações, mas o ganho de peso da gravidez está intimamente ligado ao seu IMC (índice de massa corporal) de antes de engravidar. (veja a seção Como calcular seu IMC, abaixo).

O obstetra vai me pesar em todas as consultas?

 

Publicidade

Muito provavelmente sim, já que a pesagem faz parte da tradição do controle do pré-natal no Brasil. Em alguns países, entretanto, os médicos se deram conta de que esse momento acaba deixando as pacientes mais estressadas que qualquer coisa, e que o dado não é tão importante assim para avaliar o andamento da gestação. Um ganho de peso repentino, porém, vai ser percebido visualmente tanto pela mulher como pelo obstetra, e deve ser avaliado com atenção (assim como o pouco ganho de peso).

 

Como calcular seu IMC

O IMC deve ser calculado em relação ao peso e à altura de antes da gravidez. O cálculo do índice de massa corporal é feito da seguinte forma (se não quiser quebrar a cabeça com contas, use nossa calculadora do IMC):

1. Multiplique sua altura em metros por ela mesma (1,60 ao quadrado, por exemplo, que dá 2,56).
2. Divida seu peso em quilos por esse número. Se você pesa 60 kg, o IMC será 60 dividido por 2,56 = 23,43.

O IMC é classificado da seguinte forma:
IMC de menos de 18,5 – Abaixo do peso
IMC de 18,5 a 25 – Ideal
IMC de 25 a 30 – Acima do peso (sobrepeso)
IMC de 30 a 40 – Obesidade
IMC acima de 40 – Obesidade severa

O IMC e o ganho de peso na gravidez

A recomendação do Instituto de Medicina dos Estados Unidos é de que as mulheres calculem o ganho de peso ideal com base no IMC de antes da gravidez. Quanto maior o IMC inicial, menor deve ser o ganho de peso.

• Se o IMC era de menos de 19,8, o ganho de peso ideal é de 12,5 kg a 18 kg.

• Se o IMC era de 19,8 a 26, o ganho de peso ideal é de 11,5 kg a 16 kg.

• Se o IMC era acima de 26, o ganho de peso ideal é de 7 kg a 11,5 kg.

Para mulheres de menos de 20 anos, o recomendado é engordar o maior número de quilos dentro da faixa de peso ideal para seu IMC.

E quando a mulher já estava acima do peso?

Os especialistas afirmam que mulheres com IMC pré-gravidez mais alto devem tentar engordar o menos possível na gestação. O ganho excessivo de peso pode aumentar o risco de hipertensão e diabete gestacional, além de o bebê poder ficar grande demais.

Mas não é para tentar fazer regime. Pesquisas mostram que, para mulheres grávidas acima do peso, ou que tenham engordado mais que o recomendável na primeira metade da gestação, uma dieta de baixa caloria não reduz o risco de pressão alta ou pré-eclâmpsia. O bebê também não será beneficiado se você fizer regime.

O melhor a fazer é conseguir orientações sobre como se alimentar de forma sensata e balanceada, para que os quilos não se acumulem demais, mas o bebê cresça saudável. Tente manter a alimentação normal e diminuir o consumo de coisas como bolachas, bolos, doces e sorvetes, que não são muito nutritivos.

E quando a mulher engravidou magra demais?

O ideal é que uma mulher abaixo do peso não tente engravidar antes de chegar a um mínimo normal. Uma das dificuldades é a própria fertilidade, que fica afetada. Além disso, quando se está abaixo do peso o bebê pode nascer pequeno, e bebês pequenos podem ter problemas. Se você já está grávida, converse com seu obstetra ou procure um nutricionista para receber orientações sobre a alimentação ideal para você e para o bebê.

Diabéticas têm recomendações especiais?

Para diabéticas, é especialmente importante engravidar com um IMC saudável. Se você está lendo este artigo antes de engravidar, converse com seu médico sobre sua alimentação. Caso você já esteja grávida, terá de tomar cuidados especiais para manter seus níveis de açúcar no sangue estáveis. Peça aos seus médicos orientações sobre a alimentação mais saudável para o seu caso.

Como controlar o peso

Não precisa se estressar com a alimentação. Basta ser razoável. Uma mulher grávida precisa de cerca de 2.500 calorias por dia. Uma alimentação sensata é a que tem cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia, e alimentos de todos os grupos:

• Cerca de 10 por cento das suas calorias deve vir de proteínas, como carne, peixe, ovos e grãos.

• Cerca de 35 por cento das suas calorias deve vir de derivados do leite, como manteiga e queijo, e de gordura (por exemplo a gordura da carne ou do frango, nozes e amêndoas etc.). A proporção é um pouco menor para quem está acima do peso.

• Cerca de 55 por cento das suas calorias (a maior parte) deve vir dos carboidratos, como pão, macarrão, arroz, feijão e cereais em geral. Produtos integrais são melhores que os feitos com farinha branca. Além de mais saudáveis, eles prolongam a sensação de saciedade.

Não há problema em comer um chocolate de vez em quando, mas não se esqueça de que quase tudo o que você engordar na gravidez vai continuar no seu corpo por um tempo depois que o bebê nascer. Emagrecer logo depois do parto não é lá muito fácil.

 

Leave a comment »

QUANDO LARGAR OS CONTRACEPTIVOS

 
Você provavelmente passou anos da sua vida tentando evitar uma gravidez. Primeiro porque era jovem demais, depois porque ainda não tinha encontrado o parceiro ideal e, por fim, por achar que precisava investir na carreira. Mas agora o relógio biológico tocou e você decidiu que está na hora de abandonar os contraceptivos e se preparar para a gravidez. Saiba o que acontece no seu corpo após usar os seguintes métodos:

Pílula: assim como o adesivo anticoncepcional, esse método funciona por ação de hormônios que bloqueiam a ovulação. Ao suspender o uso, a maioria das mulheres volta a menstruar e ovular como antes. Alguns especialistas aconselham esperar um ou dois meses antes de tentar engravidar. Mas não há estudos científicos que comprovem que uma gravidez imediata tenha qualquer tipo de risco.

DIU: (dispositivo de plástico ou metal, aplicado pelo medico dentro do útero. Esse dispositivo parece provocar uma hostilidade no interior do útero, o que impede a fecundação e a implantação do óvulo, caso este seja fecundado. A eficiência do DIU e bastante alta. O inconveniente e que ele pode fazer a menstruação ficar mais abundante e pode causar cólicas menstruais). O DIU é uma barreira mecânica que impede a gravidez. Portanto, assim que for retirado, a concepção pode ocorrer naturalmente. Uma outra versão do DIU tradicional, o Mirena, tem um reservatório que libera progesterona no útero. Assim que for removido, você também é capaz de engravidar. “Sugiro, no entanto, tirar o DIU três meses antes de tentar a concepção”, afirma o ginecologista e obstetra Alberto dAuria, diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo. “Dessa forma, o organismo tem tempo suficiente para voltar à sua normalidade fisiológica e, então, a gestação terá mais chance de sucesso”, explica.

Camisinha e diafragma (cúpula de látex ou silicone, com aro elástico na borda, que se coloca dentro da vagina, formando uma barreira que bloqueia a passagem dos espermatozóides. E aplicado pela mulher, antes da relação sexual, e deve ser retirado algumas horas depois): os dois contraceptivos não atuam nos hormônios. Eles apenas impedem que o óvulo e o espermatozóide se encontrem. Sem eles, a concepção pode acontecer de imediato.

Injeções de progesterona: ( Além da pílula, há o contraceptivo hormonal injetável. Pode ser mensal ou trimestral. Seu efeito e muito semelhante ao da pílula. Há tb o de longa duração implantado sob a pele, por meio de um pequeno procedimento cirúrgico no próprio consultório. E sugerido principalmente para mulheres que já tenham tido os filhos desejados, pois se trata de um método para use prolongado). Suspendem a menstruação durante esse período. Ao interromper o uso, o ciclo na maioria das mulheres não retorna imediatamente. Algumas chegam a ficar quase um ano sem menstruar e, consequentemente, sem ovular. Vale lembrar que o método não causa infertilidade. Mas a gravidez pode demorar para se concretizar.

 
Coito interrompido – Se o homem souber controlar o momento da ejaculação, pode remover o pênis da vagina pouco antes de ejacular. Com esse procedimento, evita que os espermatozóides penetrem no corpo feminino. Porem, há dois riscos: primeiro, pode ser que o homem não consiga faze-1o a tempo; segundo, antes da ejaculação pode ocorrer liberação de pequenas quan¬tidades de fluido seminal e há indícios de que essas pequenas quantidades já contem espermatozóides. Portanto, pode não ser um método muito eficiente.
 

Abstinência periódica ou método do ritmo – A mulher pode identificar a época de sua ovulação e, assim, adotar métodos para evitar a gravidez.
Há várias maneiras para isso. Uma delas e fazer a chamada “tabelinha”.
Os ciclos menstruais duram em geral 28 dias, e a ovulação ocorre por volta do 14° dia. Considerando que o ovócito e o espermatozóide permanecem viáveis por certo período de tempo, as relações sexuais devem ser evitadas cerca de 3 dias antes e 3 dias depois da data prevista para a ovulação. No caso, o período fértil poderia ser considerado do 11° ao 17° dia do ciclo.
O problema e que os ciclos variam de mulher para mulher, e poderá variar ate na mesma mulher, por inúmeras razões, até mesmo por fatores de ordem emocional. Assim, a data da ovulação pode não ser o 14º dia.
Uma maneira de fazer a “tabelinha” é a mulher anotar por vários meses a duração de seus ciclos menstruais, cada um deles contado do primeiro dia de um ciclo ao primeiro dia do ciclo seguinte.
Para fazer a “tabelinha”, deve-se considerar a duração do ciclo mais curto e a do ciclo mais longo. A ovulação geralmente ocorre cerca de 14 dias antes da próxima data prevista para a menstruação.
Supondo que o ciclo mais curto tenha sido de 26 dias e o mais longo, de 30 dias, o calculo e feito da seguinte maneira:
  • subtraem-se 14 dias do tempo de duração do ciclo mais curto: no exemplo teríamos 26 -14 = 12; portanto a ovulação ocorreria no 12º dia do ciclo mais curto;
  • subtraem-se 14 dias do tempo de duração do ciclo mais longo: no exemplo teríamos 30 – 14 = 16; portanto a ovulação ocorreria no 16° dia do ciclo mais longo;
    subtraem-se pelo menos 3 dias da data de ovulação do ciclo mais curto e somam-se 3 dias a data da ovulação prevista no ciclo mais longo. O período que correspondera à fase provavelmente fértil no exemplo dado será do 9° ao 19° dia de qualquer ciclo menstrual. Os dias restantes serão os dias não-férteis. O grande inconveniente do método de controle da fertilidade pela abstinência sexual nos dias férteis e haver grande risco de erro de calculo, podendo ocorrer uma gravidez não-planejada. Quanto menos regular for o ciclo menstrual da mulher, maior será a possibilidade de o erro acontecer. 

Espermicidas – Varias substâncias químicas podem agir bloqueando a atividade dos espermatozóides, por isso são chamadas espermicidas. Eles podem ser utilizados na forma de geléias, comprimidos ou espumas que se aplicam na vagina antes da relação sexual. Existem camisinhas que já são vendidas com lubrificante espermicida, o que aumenta sua eficiência.
Os espermicidas não são muito eficientes se forem utilizados como único método anticoncepcional, mas têm a vantagem de serem também anti-sépticos, diminuindo o risco de infecções transmitidas sexualmente. 

Métodos irreversíveis

Muitas vezes, as pessoas procuram um método que as torne definitivamente estéreis. Isso também pode ser indicado em certas doenças, como as cardíacas, em que há risco para a saúde da mulher se ela ficar grávida. Há muitos métodos que normalmente exigem algum tipo de cirurgia. Os mais comuns são a laqueadura tubária e a vasectomia, que devem ser considerados métodos definitivos. Porem, em determinados casos pode haver a possibilidade de se fazer outra cirurgia para reverter o estado de esterilidade, nem sempre se obtendo bons resultados.

1. Laqueadura tubária
Laqueadura ou ligadura tubária e um procedimento cirúrgico em que se interrompe a permeabilidade das tubas uterinas (há varias maneiras de fazê-lo). Com essa interrupção, não há mais a passagem do ovócito, não mais ocorrendo o encontro dele corn os espermatozóides. Por isso não há fecundação e o ovócito e reabsorvido, embora continue sendo produzido normalmente.

 2. Vasectomia
É uma cirurgia em que se secciona o duto deferente, interrompendo o caminho que é normalmente percorrido pelos espermatozóides. De fácil realização, essa cirurgia pode ser feita ate em consultório com anestesia local. A produção hormonal e todos os de¬mais detalhes do funcionamento do sistema genital masculino permanecem inalterados.


Os métodos mais eficientes de todos são os irreversíveis, mas eles devem ser utilizados apenas em algumas situações especiais. Dentre os reversíveis, os mais eficazes são os hormonais, depois o DIU, seguido dos métodos de barreira (condom, camisinha feminina é diafragma), e, por ultimo, os comportamentais (“tabelinha” e coito interrompido).

Leave a comment »

ESTRATÉGIAS ANTI-ESTRIAS

Estrias: marcas da gravidez
Elas afetam 90% das gestantes, deixando cicatrizes eternas nas mamas, abdômen, coxas, nádegas e quadris. Por isso é importante iniciar a prevenção o quanto antes.

Muitas candidatas à mamãe se apavoram só em pensar nas marcas de coloração branca que se instalam em definitivo no corpo ao longo da gestação. “Essas vilãs nada mais são do que cicatrizes provocadas pelo aumento da massa corporal”, explica Luciana Conrado, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo. “Sem falar nas alterações hormonais que ocorrem nessa fase.” O primeiro passo para proteger sua pele das estrias é saber como elas se formam. O tecido que reveste o corpo é composto de camadas conhecidas como epiderme e derme. É na derme, a mais profunda delas, que se localizam as fibras de elastina e colágeno, responsáveis por toda a firmeza.

Em algumas gestantes, as fibras não acompanham o aumento do volume corporal. Daí, elas se rompem (veja o infográfico). Esse processo se reflete na pele. São as estrias dando as caras. “As avermelhadas são as mais recentes e têm essa cor porque ainda estão inflamadas”, ensina Conrado. Nesse caso, ainda dá para apagar as marcas da gestação. As esbranquiçadas, por outro lado, não têm cura, mas podem ser amenizadas. O melhor mesmo é prevenir. “Assim, evite o efeito sanfona, beba bastante água para manter o corpo bem hidratado, deixe o estresse de lado e capriche nos alimentos ricos em vitamina C, que estimula a produção de colágeno, e proteínas”, aconselha Maria Regina, terapeuta estética do Rio de Janeiro. Cremes hidratantes também são aliados bastante eficazes nessa batalha. Isso porque possuem substâncias que contribuem para a regeneração da pele.

Estratégias antiestrias

Hidratar a pele é necessário, sobretudo no caso das gestantes. Os cremes mais indicados são os que contêm proteína de uréia, avelã e uva. Não é à toa: eles permitem que as células absorvam mais água. E o líquido mantém as camadas cutâneas mais profundas da pele bem hidratadas, o que ajuda a prevenir o surgimento das temíveis estrias. Outra arma contra as cicatrizes é o creme à base de silicone, capaz de reter a umidade natural das células. “Pesquisas científicas mostraram menor incidência de estrias em grávidas que usavam hidratantes”, diz a dermatologista Izabel Reck de Mendonça, do Kyron Spa de São Paulo. Mas atenção: esses produtos devem ser indicados pelo seu médico. Isso porque substâncias presentes em sua composição podem prejudicar o feto.

“Além de cremes e hidratantes, as futuras mamães podem apelar para a endermologia, uma técnica francesa que combina drenagem linfática e massagem”, indica Cecília Krauss, dermatologista da Clínica Dancorps, no Rio de Janeiro. Funciona assim: uma máquina aspira e fricciona a pele, procurando estimulá-la. No fim das contas, a endermologia trabalha o tecido subcutâneo e contribui para melhorar a circulação sanguínea. Por isso, o método é mais indicado para combater a celulite, outro problema que costuma dar o ar da graça durante a gestação devido à retenção de líquidos. “Mas, como ajuda a hidratar a pele por meio de cremes que contêm vitamina C, também auxilia na prevenção das estrias”, finaliza Krauss.

Livre-se das marcas da gravidez
Após o período de lactação, as mulheres estão liberadas para fazer tratamentos mais específicos contra as estrias. Não faltam opções. “Esses métodos visam melhorar a textura da pele, as fibroses existentes e a elasticidade, além de nivelar depressões e preencher cicatrizes”, esclarece a dermatologista Izabel Reck de Mendonça, do Kyron Spa, de São Paulo. Mas as técnicas por si só não produzem milagres. Dessa forma, deve-se cuidar também da alimentação e praticar exercícios físicos regularmente para evitar o efeito sanfona do engorda-emagrece-engorda-emagrece, um gatilho para as estrias. Vale destacar: antes de apelar para qualquer um dos procedimentos, a paciente deve passar por uma consulta para que o especialista indique a terapia mais adequada para cada caso. O número de sessões e a duração do tratamento variam conforme o grau do problema.

Cremes e géis
Produtos à base de ácido retinóico usados sob a orientação médica amenizam a aparência das estrias. Eles promovem a descamação e a renovação da pele. Os preços variam de acordo com as marcas.

Injeções locais de vitamina C
Esse procedimento é ministrado por um médico, que injeta uma solução de vitamina C, cobre e oligoelementos na linha da estria. “A vitamina estimula a produção de colágeno e ajuda a preencher os espaços entre as fibras da pele”, conta Cecília Krauss, dermatologista da clínica Dancorps, no Rio de Janeiro. Já o cobre acelera a formação de colágeno e melhora a pigmentação do tecido. O tratamento, enfim, ameniza a aparência de estrias antigas e pode eliminar as mais recentes, de coloração avermelhada. Preço: dez sessões do tratamento podem custar aproximadamente R$ 1,2 mil.

Intradermoterapia
O tratamento é feito com a aplicação local de enzimas específicas, que tornam as estrias menos aparentes. Dores são os inconvenientes desse método. Preço: a partir de R$ 209.

Microdermoabrasão
Consiste em jatos de microcristais (de sílica e óxido de alumínio) projetados no local a ser tratado, seguidos de uma sucção que retira os resíduos. “O tratamento ativa a regeneração da pele e o surgimento de novas fibras”, exemplifica Cecília Krauss. Preço: a partir de R$ 489.

Subcisão
Uma agulha grossa com ponta cortante é introduzida ao longo e por baixo das estrias, num movimento de vai-e-vem. O trauma incita o organismo a fabricar colágeno, que preenche a área do tecido degenerado. Um de seus inconvenientes é a possibilidade de ocorrência de manchas rochas. Sem falar que o tratamento é doloroso. Preço: a partir de R$ 489.

Laser
A aplicação de laser de luz intensa pulsada provoca o fechamento de pequenos vasos nas estrias e estimula o colágeno, amenizando estrias recentes e antigas. Além disso, promove a ativação do fibroblasto, uma célula que constitui a base do tecido conjuntivo. Por fim, melhora o aspecto da pele e reduz a atrofia. Preço: a partir de R$ 489.

Laser fracionado
É indicado para as estrias brancas, as mais antigas. “O laser fracionado atinge as camadas mais profundas da pele e estimula a formação de novas fibras de colágeno, promovendo a reestruturação de todo o tecido”, indica Mônica Linhares, dermatologista da Clínica Espaço Saúde Rio, no Rio de Janeiro. São necessárias três sessões no mínimo, com o intervalo de um mês entre cada uma delas. Uma de suas desvantagens é o fato de a pele ficar vermelha e inchada por cerca de dois dias. Além disso, a paciente deve evitar tomar sol nesse período. Preço: a partir de R$ 350.

Preenchimento
Realizado com a substância hidroxiapatita, preenche a linha da estria, diminuindo a depressão. Também impulsiona o surgimento de fibras de colágeno e elastina novinhas em folha. Preço: a partir de R$ 489.

Peeling
Pode ser usado tanto para combater as estrias como para eliminar as manchas que aparecem durante a gravidez. “Por se tratar de um peeling mecânico, o corpo não absorve os produtos”, assegura Cecília Krauss, dermatologista da clínica Dancorps, no Rio de Janeiro. Preço: R$ 140, a sessão.

Peeling químico
Trata-se de um peeling superficial feito com ácido retinóico. Ele promove a descamação e a renovação de fibras da pele. Preço: a partir de R$ 489.

Carboxiterapia
É a técnica que usa aplicação de gás carbônico na pele por meio de agulhas bem finas. Após ser injetado, o gás estimula a circulação, dilata os vasos e contribui para a produção de colágeno. Preço: R$ 120, a sessão.

Tratamentos combinados

Eletroporação + Cromo Peel
A eletroporação nada mais é do que um aparelho que emite ondas eletromagnéticas que deixam as células mais permeáveis a determinados compostos químicos. A técnica favorece o surgimento de novas fibras, reparando o tecido lesionado. O cromopeel entra como um complemento. “Trata-se de um peeling com um corante cuja função é deixar as estrias brancas menos aparentes”, explica Orlando Sanches, esteticista e cosmetólogo da Clínica Pos Op, em São Paulo. Preço médio: programa de seis aplicações a R$ 2,6 mil.

Subcisão
Uma agulha grossa com ponta cortante é introduzida ao longo e por baixo das estrias, num movimento de vai-e-vem. O trauma incita o organismo a fabricar colágeno, que preenche a área do tecido degenerado. Um de seus inconvenientes é a possibilidade de ocorrência de manchas rochas. Sem falar que o tratamento é doloroso. Preço: a partir de R$ 489.

Carboxiterapia + Vitamina C + Subcisão + Peeling
Esse mix é indicado para todo tipo de estria, que é descolada com uma agulha fina inserida sob a derme. O objetivo é provocar uma cicatrização e diminuir a espessura da linha. Daí aplica-se a vitamina C e, logo depois, entra em cena a carboxiterapia. “Numa primeira sessão, o procedimento é realizado de um lado do corpo, enquanto o outro é submetido ao peeling. Na sessão seguinte, a aplicação é invertida. Por fim, receita-se um medicamento oral composto de vitamina C, além de um aminoácido que acelera a produção de colágeno e regulariza a formação das estrias”, descreve Mônica Linhares, dermatologista da Clínica Espaço Saúde Rio, no Rio de Janeiro. A combinação pode ser realizada em cinco ou seis sessões, com intervalo de um mês entre cada uma delas. As desvantagens: a pele fica com alguns pontos avermelhados depois das sessões, mas costuma voltar ao normal em cinco dias. É necessário evitar a exposição ao sol nesse período. Também recomenda-se o uso de muito hidratante. Preço: pacote de dez sessões por volta de R$ 1,3 mil.

Peeling de Cristal + Ácido retinóico
É indicado para estrias novas, as de cor avermelhada. Ele é realizado através de uma exfoliação com um gel abrasivo de textura parecida com a da areia. Em seguida, é aplicado ácido retinóico em forma líquida na região para estimular a produção de fibras de colágeno. Para finalizar, coloca-se uma película de filme plástico sobre a área, que fica coberta de quatro a cinco horas. Após esse período, a pele é lavada com água corrente para a remoção do ácido. Recomenda-se o uso de cremes ricos em ácido retinóico em baixa concentração para preservar o resultado. “O tratamento poder ser feito em seis sessões, em média, uma a cada 15 dias”, indica Linhares. As desvantagens: após cada sessão, a pele tende a ficar avermelhada pela ação abrasiva do gel. Mas, depois de dois ou três dias, o aspecto melhora e o tecido começa a descascar, ficando bastante ressecado. Por isso, o uso de hidratante é indispensável. Além disso, ao se expor ao sol, é preciso sempre usar protetor com fator 30. O ideal é fazer em média quatro sessões. Preço: uma sessão a partir de R$ 215.

Leave a comment »

CUIDADOS ANTES E DEPOIS DE ENGRAVIDAR

da Folha de S.Paulo

Só os exames de rotina do pré-natal não são suficientes para garantir uma gravidez saudável. Outras questões aparentemente de menor importância como o cuidado com os dentes ou a atualização de determinadas vacinas podem ser fundamentais para garantir a saúde da mãe e do bebê.

Veja o especial Mães e Filhos

A Folha traz uma lista com algumas das verificações consideradas fundamentais pelos médicos.

A agenda tem início assim que o casal decide ter um filho. O ideal é procurar um obstetra. No consultório, ela será informada sobre hábitos de risco à gestação, como o fumo. Diversos estudos científicos já provaram que as substâncias tóxicas do cigarro podem prejudicar a placenta.

Em seguida, são realizados exames para verificar a saúde do casal e se existem doenças infecciosas que possam ser transmitidas ao bebê. A mulher que não estiver vacinada contra rubéola e hepatite B deve fazê-lo para evitar as doenças na gravidez.

Segundo Arnaldo Cambiaghi, médico do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução), outra atenção deve ser em relação ao peso antes mesmo de engravidar. “Além de procurar ter filhos antes dos 35 anos, é bom que a mulher tenha um peso normal. A obesidade pode elevar o diabetes gestacional e a pressão arterial.”

Os cuidados com a alimentação valem por toda a gestação. Desejos da madrugada podem ser atendidos sem exageros nos carboidratos ou açúcares. Uma alimentação equilibrada e com presença de proteínas é a ideal.

O check-list continua com a higiene bucal. Problemas devem ser tratados antes da gestação. Mas, se preciso, o tratamento também deve ser feito nesse período. Complicações por infecção aumentam em 3,47 vezes as chances de um parto prematuro, segundo estudo de 2006 da Unicamp.

Após engravidar, a mulher deve refazer os exames. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda ao menos seis ao longo da gestação.

Segundo Rosiane Mattar, da Comissão Especializada de Assistência Pré-Natal da Febrasgo (entidade de obstetras e ginecologistas) é importante realizar três ultra-sonografias por volta das 12ª, 24ª e 36ª semanas. Conforme o caso, pede-se outros exames. Também ajuda a prática de exercícios físicos leves, como natação e pilates.

Cuidados antes de engravidar

Largar o cigarro
É consenso médico que grávidas não devem fumar. Vários malefícios já foram comprovados, como a diminuição do oxigênio passado para o filho e o fato de substâncias tóxicas prejudicarem a formação do cérebro e dos pulmões

Procurar um médico
Quando decide ter um filho o casal deve procurar um médico para checar a saúde e os possíveis riscos. Ele pedirá exames para detectar doenças que poderiam ser transmitidas ao bebê. Uma boa assistência clínica pode ser mais importante do que uma “avalanche de exames”

Vacinação em dia
Manter a caderneta de vacinação atualizada é desejável. O maior cuidado deve ser na prevenção contra rubéola e hepatite B, doenças que podem representar um risco à formação do sistema nervoso do feto

Cuidados com o peso
Os exames também checarão a glicemia, triglicerides e colesterol. Caso a mulher esteja acima do peso, o aconselhável é uma dieta (que pode ser acompanhado por nutricionista) para evitar problemas de pressão e diabetes

Ácido fólico
Ajuda na formação do tubo neural e evita defeitos congênitos. Muitas mulheres têm déficit dessa substância presente em alimentos como feijão e vagens. Deve ser tomado três meses antes de engravidar até o final do primeiro trimestre

Cuidados durante a gestação

Acompanhamento clínico
A OMS prega ao menos seis visitas ao médico ao longo da gravidez, uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro. Mas os médicos constumam recomendar uma por mês até o sétimo, uma por quinzena a partir do oitavo mês e, depois, semanalmente

Pré-natal
Os principais itens são:
– Três ultra-sonografias nas (por volta da 12ª, 24ª e 36ª semanas)
– Ecocardiograma fetal (se a mulher for diabética, tiver idade avançada ou cardiopatia congênita (vale para o pai)
– Exames de sangue e complementares

Dentes limpos
Tratar os dentes é importante antes de engravidar, pois infecções podem facilitar um parto prematuro

Alimentação
A grávida deve ter uma alimentação equilibrada para garantir os nutrientes necessários ao bebê. Proteínas merecem destaque, ao contrário de açúcares e carboidratos. Sal, café, bebidas alcóolicas e carnes devem ser evitados

Exercícios físicos
Práticas físicas mantêm a saúde da mãe. Natação, caminhadas, alongamentos e pilates estão entre os exercícios mais indicados. Já atividades de maior impacto, como musculação e corridas, podem ser arriscadas

Leave a comment »