7 PECADOS DA GRAVIDEZ

Os 7 pecados na gravidez

 

STRESSE
Falar é fácil, mas manter a calma durante a gravidez é difícil. Ainda mais quando algumas revistas nos bombardeiam com artigos inteiros sobre coisas que não podemos ou não devemos fazer durante nove meses. O principal risco do stresse elevado é entrar em trabalho de parto antes do tempo. É mesmo como se vê nos filmes: no meio de uma discussão ou de uma aflição sai uma contracção ou rebentam-se as águas. Isto acontece porque o stresse aumenta os níveis da hormona cortisol que, por sua vez, pode estimular a libertação de uma hormona da placenta (corticotropina) que acelera o início do trabalho de parto. Além disso, o cortisol pode também chegar ao cérebro do bebé e afectar o seu desenvolvimento.
É inevitável alguma ansiedade ou nervoso miudinho quando se é a única pessoa responsável pelo crescimento de um novo ser, mas há que tentar. No trabalho, em casa, no trânsito, no supermercado, à noite, quando o corpo descansa na cama, mas a cabeça não pára de dar voltas, o truque é contar até dez, respirar fundo e relaxar. Se for preciso, experimente yoga, meditação, tricô, férias ou, simplesmente, descansar mais.

GULA
Na gravidez, quase todos os verdadeiros pecados capitais são permitidos. Ninguém vai condenar uma grávida por adorar a sua barriga (vaidade), por se zangar com quem não lhe deu um lugar sentado nos transportes públicos (ira), por dormir mais horas (preguiça), por se entregar ao mais puro prazer (luxúria), por ter inveja da velocidade de locomoção de outras pessoas não barrigudas ou por só comprar coisas para si e para o seu bebé (avareza). Mas a gula… A gula é que não pode ser. E nem é pelos quilos que, depois de o bebé sair, vão continuar a pesar e a ocupar espaço onde ninguém os quer. Comer em excesso durante a gravidez pode ser prejudicial para a saúde da mãe e do bebé. Abusar dos doces e dos fritos está mesmo proibido. Na mãe, ganhar peso em excesso pode levar a hipertensão e diabetes gestacional. No bebé, aumenta as possibilidades de obesidade em criança e na idade adulta, assim como de doenças associadas ao excesso de peso. Não é preciso comer por dois, mas sim manter uma alimentação equilibrada. Segundo as recomendações internacionais, as mulheres mais magras podem aumentar até 18 quilos durante a gravidez. As mulheres com excesso de peso devem aumentar, no máximo, 11,5 quilos.

ÁLCOOL
Não vale a pena encher-se de culpa se comemorou a noite de passagem de ano de forma mais efusiva e só depois descobriu que estava grávida. O consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez é desaconselhado, mas um copo ocasional ou um excesso involuntário podem não ter qualquer efeito no bebé. Quanto se pode beber? Ninguém sabe. Por enquanto, não é conhecida uma quantidade abaixo da qual não existe qualquer risco. A recomendação do Colégio Inglês de Obstetrícia e Ginecologia é para manter a abstinência durante a gravidez e quando se está a tentar engravidar.
O álcool, tal como tabaco, não é filtrado pela placenta. No primeiro trimestre da gravidez, pode ter efeitos teratogénico, ou seja, pode provocar malformações no feto. No segundo trimestre, pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento das estruturas do bebé, nomeadamente do sistema nervoso central.
Em situações extremas, os riscos agravam-se: quando o consumo de álcool é superior a 80g por dia (equivalente a uma garrafa de vinho ou a seis cervejas), o bebé pode nascer com síndrome fetal alcoólico (baixo peso, atraso mental, distúrbios de comportamento e alterações características da face e do crânio).

TABACO
A lista de problemas que o tabaco pode causar durante a gravidez é grande e assustadora. Fumar é mesmo um dos maiores pecados que se pode cometer quando se espera um bebé. Existem mais de quatro mil substâncias químicas num cigarro, cujos efeitos na gravidez não são conhecidos. Mas sabe-se que a nicotina, devido à sua acção estimulante, aumenta a frequência e a intensidade dos batimentos cardíacos do feto; que o monóxido de carbono se liga aos glóbulos vermelhos (células que transportam o oxigénio) e reduz o aporte de oxigénio ao feto; que a cianida reduz a concentração da vitamina B12, fundamental para o crescimento e desenvolvimento do feto. O fumo do cigarro afecta também a placenta, acelerando o seu envelhecimento e calcificação, o que vai limitar a quantidade de nutrientes que chega ao bebé.
Os efeitos mais associados ao fumo na gravidez são parto prematuro e baixo peso ao nascer. Há ainda o risco de descolamento da placenta, placenta prévia, aborto espontâneo, morte fetal e defeitos genéticos, como fenda labial e palatina. Além disso, todos os dias surgem estudos comprovando novos malefícios. Depois de a mãe fumar um cigarro, observa-se no feto um aumento dos batimentos cardíacos, menor actividade do seu sistema nervoso central e diminuição dos movimentos. Por isso, qualquer cigarro que se fume a menos faz diferença. Deixar o vício é o melhor para mãe e bebé. O pai tem, igualmente, boas razões para não fumar: pela sua própria saúde, porque o fumo passivo também pode ter efeitos no bebé e para colaborar com a mãe na árdua tarefa de se livrar do tabaco.

MEDICAMENTOS
Sobre medicamentos e gravidez já se fizeram muitos estudos e escreveram muitos tratados. Mas a verdade é que ainda se sabe pouco. Isto porque, por motivos óbvios, não se fazem estudos de toxicidade com grávidas. Assim, não se sabe se existe algum risco para o bebé em relação à maioria dos medicamentos. E, nesse caso, mais vale evitá-los. Só ao fim de alguns anos de utilização de um determinado xarope ou comprimido é possível avaliar o grau de segurança, através dos registos de vigilância de utilização. Existe um pequeno número de medicamentos cujos riscos são conhecidos, como por exemplo, produtos para o tratamento da acne, anticoagulantes orais, antipiléticos, entre outros. Mas calcula-se que a maior parte dos medicamentos não seja teratogéneo (causador de malformações fetais).
Quando se planeia uma gravidez, é importante dizer ao médico qualquer medicamento que se esteja a tomar, para que se possa avaliar o risco de continuar a tomá-lo. Se, por outro lado, ocorrer uma gravidez não planeada estando a tomar medicamentos, deve igualmente ser referido, mas sabendo que só em situações muito raras os riscos fetais envolvidos são verdadeiramente graves. O pecado maior aqui está na auto-medicação. Por isso, qualquer sintoma de doença que surja durante a gravidez deve ser comunicado ao médico e só ele lhe deverá indicar um tratamento.

ESFORÇO FÍSICO
Gravidez não é doença, está certo, mas algumas actividades devem ser evitadas quando se tem um bebé dentro da barriga. Certos esforços físicos podem levar ao descolamento da placenta ou mesmo a um parto prematuro. Por isso, não será a melhor altura para carregar pesos, empurrar móveis ou praticar ginástica de impacto (aeróbica ou step, por exemplo). Perto da data do parto, é natural surgir o «instinto do ninho» e com ele uma vontade desesperada de encerar o chão de joelhos ou de subir a um escadote para tirar os cortinados e pô-los a lavar. É normal, são formas de a cabeça pedir ao corpo que comece a «aquecer» para o grande momento. Se já passou as 37 semanas de gravidez, uma vez que o bebé já deverá estar formado, não vale a pena contrariar o instinto. Mas nem por isso é recomendável desatar aos pulos ou fazer acrobacias arriscadas.
Praticar exercício físico durante a gravidez é desejável, mas a actividade tem de se adequar à condição e só deve ser iniciada após os três meses, altura em que o feto já estará bem implantado no útero.

COMIDA MAL LAVADA/CRUA/DUVIDOSA
Toxoplasmose, salmonelas, listeriose, intoxicações. Quase que dá medo de comer durante a gravidez, tais os perigos aparentemente escondidos nalguns alimentos. Nada de exageros, claro. Hoje em dia, todas estas doenças são raras, mas algum cuidado é necessário, pois durante a gravidez o sistema imunitário fica mais debilitado e aumentam as possibilidades de infecção. O mais seguro é comer apenas alimentos de confiança. Em caso de dúvida, evitar. A toxoplasmose e a listeriose quase não provocam sintomas na mãe, mas podem ter efeitos graves no bebé. Se não for imune à toxoplasmose (faz-se uma análise durante a gravidez para saber), deverá evitar saladas mal lavadas, carne mal passada e o contacto com fezes de gatos. A listéria (bactéria causadora da listeriose) pode estar nos lacticínios não pasteurizados (atenção aos queijos) e em alguns vegetais crus.
As salmonelas – bactérias que podem estar presentes nos ovos mal cozinhados – e outras intoxicações alimentares não têm, em princípio, influência no desenvolvimento do bebé, mas incomodam (e não é pouco) a mãe. Por isso, de lado devem ficar também os alimentos mais propícios a contaminações, sempre que houver dúvida sobre a sua origem e preparação, como o marisco. Em relação ao sushi e sashimi, o problema é o anisakis, um parasita que pode afectar o peixe cru. Congelar o peixe antes de o servir é uma das formas de evitar a contaminação. Tal como nos outros alimentos, comer ou não comer sushi deverá depender da confiança que se tem na sua origem e em quem preparou a refeição.

 

OS PECADILHOS

 

Cafeína – Sabe-se que a cafeína passa a placenta e chega facilmente ao bebé, mas, se consumida moderadamente, não tem qualquer efeito negativo. No entanto, é preciso lembrar que nem só o café tem cafeína. Chá, refrigerantes e chocolates também são estimulantes. As recomendações para as grávidas são para limitar o consumo de cafeína a 300mg por dia, o equivalente a cerca de dois cafés expressos ou 400 gramas de chocolate. Mais do que isso pode ser prejudicial para o bebé. Pode provocar-lhe taquicardia e aumenta o risco de baixo peso e mesmo de aborto.


Peixe
 – O consumo de peixe tem benefícios e riscos na gravidez. Por isso, mais uma vez, moderação é a palavra de ordem. Os nutrientes do peixe, principalmente, dos peixes gordos são essenciais para a saúde do bebé e para o seu desenvolvimento cerebral. Por outro lado, devido aos crescentes níveis de poluição, os oceanos estão cheios de mercúrio e muitos peixes estão contaminados. O mercúrio, quando consumido pela grávida em níveis muito elevados, pode provocar danos do sistema nervoso do bebé. Os peixes gordos, como o atum, a sardinha e os peixes de maior porte, como o espadarte ou o peixe-espada, têm mais probabilidades de terem ingerido mercúrio. A Food and Drug Administration (entidade norte-americana que regula os alimentos) e a Food Standards Agency (entidade britânica que regula os alimentos) aconselham as mulheres grávidas a limitarem o consumo de peixe com possibilidades de ter mercúrio a duas refeições por semana.

FONTE: Revista Pais e Filhos

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