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FRALDÔMETRO

Calculadora de fraldas – descubra quantas fraldas descartáveis seu bebê vai usar

 

Um dos principais itens do enxoval do bebê é a fralda descartável. Mas qual a quantidade de fraldas que devemos adquirir? Acompanhe as nossas dicas a fim de evitar o desperdício ou a falta de fraldas, e consulte a tabela abaixo para saber quantas fraldas seu bebê realmente vai precisar.
Se você for celebrar um chá de fraldas, poderá preparar um estoque para 30, 60 ou quem sabe até mais dias dependendo do número de convidados.

Tamanho RN (até 3,5 Kg)
Muitos bebês nem chegam a usar o tamanho RN, pois já nascem com um peso igual ou superior à capacidade citada pelo fabricante. Entretanto é recomendável adquirir pelo menos 1 ou 2 pacotes para estar preparada caso seu bebê resolva fazer uma surpresinha chegando antes do tempo previsto.

Tamanho P (até 5 Kg)
Nos primeiros dois meses de vida do bebê, as trocas de fralda são mais frequentes, sendo necessárias, em média, 8 fraldas por dia ou 240 fraldas por mês do tamanho P. Apesar de existirem fraldas com alto poder de absorção, é recomendável a troca frequente para deixar a pele do bebê sempre limpa e sequinha. O acúmulo de xixi pode favorecer o surgimento de assaduras e a proliferação de fungos, principalmente em meninas.

Tamanho M (de 5 Kg a 9 Kg)
Por volta do 3º mês o bebê já começa a usar fraldas do tamanho M, que é ideal para crianças com mais de 5 Kg. Agora as trocas já são menos frequentes sendo necessárias cerca de 6 fraldas por dia.

Tamanho G (de 9 a 12 Kg)
Com cerca de 9 meses, as crianças mudam novamente de tamanho e começam a usar tamanho G. Nessa fase costumam ser usadas 5 fraldas por dia.

Tamanho EG (acima de 12 Kg)
Após os dezoito meses, há nova troca de tamanho, mas a quantidade de fraldas usada diariamente permanece em torno de 5 unidades.

Tabela – quantas fraldas seu bebê vai precisar:

– Até 2 meses – 240 fraldas por mês – total: 480 fraldas tamanho P
– De 3 a 8 meses – 180 fraldas por mês – total: 1080 fraldas tamanho M
– De 9 a 18 meses – 150 fraldas por mês – total: 1500 fraldas tamanho G
– De 18 a 24 meses – 150 fraldas por mês – total: 1050 fraldas tamanho EG

Lembre-se: esta é apenas uma estimativa; os números podem variar de acordo com o peso e as características pessoais de cada bebê. No chá de fraldas, é interessante pedir fraldas diurnas e também noturnas, de modelos e marcas variadas, pois alguns bebês com peles sensíveis podem não se adaptar a um determinado modelo e assim você terá outras opções guardadinhas.

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7 PECADOS DA GRAVIDEZ

Os 7 pecados na gravidez

 

STRESSE
Falar é fácil, mas manter a calma durante a gravidez é difícil. Ainda mais quando algumas revistas nos bombardeiam com artigos inteiros sobre coisas que não podemos ou não devemos fazer durante nove meses. O principal risco do stresse elevado é entrar em trabalho de parto antes do tempo. É mesmo como se vê nos filmes: no meio de uma discussão ou de uma aflição sai uma contracção ou rebentam-se as águas. Isto acontece porque o stresse aumenta os níveis da hormona cortisol que, por sua vez, pode estimular a libertação de uma hormona da placenta (corticotropina) que acelera o início do trabalho de parto. Além disso, o cortisol pode também chegar ao cérebro do bebé e afectar o seu desenvolvimento.
É inevitável alguma ansiedade ou nervoso miudinho quando se é a única pessoa responsável pelo crescimento de um novo ser, mas há que tentar. No trabalho, em casa, no trânsito, no supermercado, à noite, quando o corpo descansa na cama, mas a cabeça não pára de dar voltas, o truque é contar até dez, respirar fundo e relaxar. Se for preciso, experimente yoga, meditação, tricô, férias ou, simplesmente, descansar mais.

GULA
Na gravidez, quase todos os verdadeiros pecados capitais são permitidos. Ninguém vai condenar uma grávida por adorar a sua barriga (vaidade), por se zangar com quem não lhe deu um lugar sentado nos transportes públicos (ira), por dormir mais horas (preguiça), por se entregar ao mais puro prazer (luxúria), por ter inveja da velocidade de locomoção de outras pessoas não barrigudas ou por só comprar coisas para si e para o seu bebé (avareza). Mas a gula… A gula é que não pode ser. E nem é pelos quilos que, depois de o bebé sair, vão continuar a pesar e a ocupar espaço onde ninguém os quer. Comer em excesso durante a gravidez pode ser prejudicial para a saúde da mãe e do bebé. Abusar dos doces e dos fritos está mesmo proibido. Na mãe, ganhar peso em excesso pode levar a hipertensão e diabetes gestacional. No bebé, aumenta as possibilidades de obesidade em criança e na idade adulta, assim como de doenças associadas ao excesso de peso. Não é preciso comer por dois, mas sim manter uma alimentação equilibrada. Segundo as recomendações internacionais, as mulheres mais magras podem aumentar até 18 quilos durante a gravidez. As mulheres com excesso de peso devem aumentar, no máximo, 11,5 quilos.

ÁLCOOL
Não vale a pena encher-se de culpa se comemorou a noite de passagem de ano de forma mais efusiva e só depois descobriu que estava grávida. O consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez é desaconselhado, mas um copo ocasional ou um excesso involuntário podem não ter qualquer efeito no bebé. Quanto se pode beber? Ninguém sabe. Por enquanto, não é conhecida uma quantidade abaixo da qual não existe qualquer risco. A recomendação do Colégio Inglês de Obstetrícia e Ginecologia é para manter a abstinência durante a gravidez e quando se está a tentar engravidar.
O álcool, tal como tabaco, não é filtrado pela placenta. No primeiro trimestre da gravidez, pode ter efeitos teratogénico, ou seja, pode provocar malformações no feto. No segundo trimestre, pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento das estruturas do bebé, nomeadamente do sistema nervoso central.
Em situações extremas, os riscos agravam-se: quando o consumo de álcool é superior a 80g por dia (equivalente a uma garrafa de vinho ou a seis cervejas), o bebé pode nascer com síndrome fetal alcoólico (baixo peso, atraso mental, distúrbios de comportamento e alterações características da face e do crânio).

TABACO
A lista de problemas que o tabaco pode causar durante a gravidez é grande e assustadora. Fumar é mesmo um dos maiores pecados que se pode cometer quando se espera um bebé. Existem mais de quatro mil substâncias químicas num cigarro, cujos efeitos na gravidez não são conhecidos. Mas sabe-se que a nicotina, devido à sua acção estimulante, aumenta a frequência e a intensidade dos batimentos cardíacos do feto; que o monóxido de carbono se liga aos glóbulos vermelhos (células que transportam o oxigénio) e reduz o aporte de oxigénio ao feto; que a cianida reduz a concentração da vitamina B12, fundamental para o crescimento e desenvolvimento do feto. O fumo do cigarro afecta também a placenta, acelerando o seu envelhecimento e calcificação, o que vai limitar a quantidade de nutrientes que chega ao bebé.
Os efeitos mais associados ao fumo na gravidez são parto prematuro e baixo peso ao nascer. Há ainda o risco de descolamento da placenta, placenta prévia, aborto espontâneo, morte fetal e defeitos genéticos, como fenda labial e palatina. Além disso, todos os dias surgem estudos comprovando novos malefícios. Depois de a mãe fumar um cigarro, observa-se no feto um aumento dos batimentos cardíacos, menor actividade do seu sistema nervoso central e diminuição dos movimentos. Por isso, qualquer cigarro que se fume a menos faz diferença. Deixar o vício é o melhor para mãe e bebé. O pai tem, igualmente, boas razões para não fumar: pela sua própria saúde, porque o fumo passivo também pode ter efeitos no bebé e para colaborar com a mãe na árdua tarefa de se livrar do tabaco.

MEDICAMENTOS
Sobre medicamentos e gravidez já se fizeram muitos estudos e escreveram muitos tratados. Mas a verdade é que ainda se sabe pouco. Isto porque, por motivos óbvios, não se fazem estudos de toxicidade com grávidas. Assim, não se sabe se existe algum risco para o bebé em relação à maioria dos medicamentos. E, nesse caso, mais vale evitá-los. Só ao fim de alguns anos de utilização de um determinado xarope ou comprimido é possível avaliar o grau de segurança, através dos registos de vigilância de utilização. Existe um pequeno número de medicamentos cujos riscos são conhecidos, como por exemplo, produtos para o tratamento da acne, anticoagulantes orais, antipiléticos, entre outros. Mas calcula-se que a maior parte dos medicamentos não seja teratogéneo (causador de malformações fetais).
Quando se planeia uma gravidez, é importante dizer ao médico qualquer medicamento que se esteja a tomar, para que se possa avaliar o risco de continuar a tomá-lo. Se, por outro lado, ocorrer uma gravidez não planeada estando a tomar medicamentos, deve igualmente ser referido, mas sabendo que só em situações muito raras os riscos fetais envolvidos são verdadeiramente graves. O pecado maior aqui está na auto-medicação. Por isso, qualquer sintoma de doença que surja durante a gravidez deve ser comunicado ao médico e só ele lhe deverá indicar um tratamento.

ESFORÇO FÍSICO
Gravidez não é doença, está certo, mas algumas actividades devem ser evitadas quando se tem um bebé dentro da barriga. Certos esforços físicos podem levar ao descolamento da placenta ou mesmo a um parto prematuro. Por isso, não será a melhor altura para carregar pesos, empurrar móveis ou praticar ginástica de impacto (aeróbica ou step, por exemplo). Perto da data do parto, é natural surgir o «instinto do ninho» e com ele uma vontade desesperada de encerar o chão de joelhos ou de subir a um escadote para tirar os cortinados e pô-los a lavar. É normal, são formas de a cabeça pedir ao corpo que comece a «aquecer» para o grande momento. Se já passou as 37 semanas de gravidez, uma vez que o bebé já deverá estar formado, não vale a pena contrariar o instinto. Mas nem por isso é recomendável desatar aos pulos ou fazer acrobacias arriscadas.
Praticar exercício físico durante a gravidez é desejável, mas a actividade tem de se adequar à condição e só deve ser iniciada após os três meses, altura em que o feto já estará bem implantado no útero.

COMIDA MAL LAVADA/CRUA/DUVIDOSA
Toxoplasmose, salmonelas, listeriose, intoxicações. Quase que dá medo de comer durante a gravidez, tais os perigos aparentemente escondidos nalguns alimentos. Nada de exageros, claro. Hoje em dia, todas estas doenças são raras, mas algum cuidado é necessário, pois durante a gravidez o sistema imunitário fica mais debilitado e aumentam as possibilidades de infecção. O mais seguro é comer apenas alimentos de confiança. Em caso de dúvida, evitar. A toxoplasmose e a listeriose quase não provocam sintomas na mãe, mas podem ter efeitos graves no bebé. Se não for imune à toxoplasmose (faz-se uma análise durante a gravidez para saber), deverá evitar saladas mal lavadas, carne mal passada e o contacto com fezes de gatos. A listéria (bactéria causadora da listeriose) pode estar nos lacticínios não pasteurizados (atenção aos queijos) e em alguns vegetais crus.
As salmonelas – bactérias que podem estar presentes nos ovos mal cozinhados – e outras intoxicações alimentares não têm, em princípio, influência no desenvolvimento do bebé, mas incomodam (e não é pouco) a mãe. Por isso, de lado devem ficar também os alimentos mais propícios a contaminações, sempre que houver dúvida sobre a sua origem e preparação, como o marisco. Em relação ao sushi e sashimi, o problema é o anisakis, um parasita que pode afectar o peixe cru. Congelar o peixe antes de o servir é uma das formas de evitar a contaminação. Tal como nos outros alimentos, comer ou não comer sushi deverá depender da confiança que se tem na sua origem e em quem preparou a refeição.

 

OS PECADILHOS

 

Cafeína – Sabe-se que a cafeína passa a placenta e chega facilmente ao bebé, mas, se consumida moderadamente, não tem qualquer efeito negativo. No entanto, é preciso lembrar que nem só o café tem cafeína. Chá, refrigerantes e chocolates também são estimulantes. As recomendações para as grávidas são para limitar o consumo de cafeína a 300mg por dia, o equivalente a cerca de dois cafés expressos ou 400 gramas de chocolate. Mais do que isso pode ser prejudicial para o bebé. Pode provocar-lhe taquicardia e aumenta o risco de baixo peso e mesmo de aborto.


Peixe
 – O consumo de peixe tem benefícios e riscos na gravidez. Por isso, mais uma vez, moderação é a palavra de ordem. Os nutrientes do peixe, principalmente, dos peixes gordos são essenciais para a saúde do bebé e para o seu desenvolvimento cerebral. Por outro lado, devido aos crescentes níveis de poluição, os oceanos estão cheios de mercúrio e muitos peixes estão contaminados. O mercúrio, quando consumido pela grávida em níveis muito elevados, pode provocar danos do sistema nervoso do bebé. Os peixes gordos, como o atum, a sardinha e os peixes de maior porte, como o espadarte ou o peixe-espada, têm mais probabilidades de terem ingerido mercúrio. A Food and Drug Administration (entidade norte-americana que regula os alimentos) e a Food Standards Agency (entidade britânica que regula os alimentos) aconselham as mulheres grávidas a limitarem o consumo de peixe com possibilidades de ter mercúrio a duas refeições por semana.

FONTE: Revista Pais e Filhos

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TABELA GANHO DE PESO

Tabela 1.

Distribuição do ganho de peso materno durante a gestação

PRODUTOS DA CONCEPÇÃO        

Feto                                                    2,7 Kg a 3,6 Kg

Líquido aminiótico                               0,9 Kg a 1,4 Kg

Placenta                                              0,9 kg a 1,4 kg.

AUMENTO DOS TECIDOS MATERNOS

Expansão do volume sanguíneo       1,6 kg a 1,8 kg.

Expansão do líquido extracelular        0,9 kg a 1,4 kg.

Crescimento do útero                        1,4 kg a 1,8 kg.

Aumento do volume de mamas          0,7 kg a 0,9 kg.

Aumento do tecido adiposo                  3,6 kg a 4,5 kg.

O ganho de peso ideal na gestação é baseado nas recomendações do

Institute of Medicine (IOM- 2009) e leva em consideração o IMC pré-concepcional da paciente (Tabela 2).

 Recomendações para ganho de peso na gravidez de acordo com o Instituto de Medicina dos Estados Unidos

Classificação IMC IMC Total de quilos
Abaixo do peso < 18.5 13 – 18
Peso normal 18.5 – 24.9 11 – 16
Sobrepeso 25 – 29.9 7 – 11
Obesidade > ou igual 30 5 – 9

Gestantes com BAIXO PESO devem ganhar  2,3 kg no primeiro trimestre e 0,5 kg/semana nos segundo e terceiro trimestre.

Gestantes com peso NORMAL devem ganhar 1,6 kg no 1º trimestre e 0,4 kg/semana nos 2º e 3º trimestres.

Gestantes com SOBREPESO devem ganhar até 0,9 kg  e OBESAS não necessitam ganhar peso no 1º  trimestre. Já no 2º e 3º trimestres ambas devem ganhar até 0,3 kg/semana e 0,2 kg/semana, respectivamente.

Recomendação de ganho ponderal segundo as faixas de IMC no início da gestação:

Estado nutricional inicial  Ganho de peso semanal

no 2 º e 3º trimestre 

(IG>13ºsem.)*

Ganho total até 40º semana 
Baixo peso 0,51
(0,44 – 0,58)**
12,5 – 18,0
Peso adequado 0,42
(0,35 – 0,50)**
11,5 – 16,0
Sobrepeso 0,28
(0,23 – 0,33)**
7,0 – 11,5
Obesidade 0,22
(0,17 – 0,27)**
5,0 – 9,0

*O ganho de peso estimado, para todas as gestantes, no 1º trimestre dever ser de 0,5 – 2 kg.

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SEMANAS X MESES – GESTAÇÃO

TABELA DE IDADE DA GESTAÇÃO = MESES x SEMANAS

DESDE ATÉ

MÊS

01 semana 04 semanas + 3 dias

01

04 semanas + 4 dias 09 semanas

02

09 semanas + 1 dia 13 semanas + 2 dias

03

13 semanas + 3 dias 17 semanas + 5 dias

04

17 semanas + 6 dias 22 semanas + 1 dia

05

22 semanas + 2 dias 26 semanas + 4 dias

06

26 semanas + 5 dias 31 semanas

07

31 semanas + 1 dia 35 semanas + 3 dias

08

35 semanas + 4 dias 40 semanas

09

· Enviado por webmaster em janeiro 28 2011 em Ultra-Sonografia · 2678 Leituras ·

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GANHO DE PESO ADEQUADO NA GESTAÇÃO

A variação normal de peso durante uma gestação única oscila entre 6 – 16 kg ao final da gestação. O ideal seria ganhar entre 9 e 12 kg no total. Isso corresponde mais ou menos a um ganho de peso semanal de cerca de 400 g no 2º trimestre e 300 g no 3º trimestre. O aumento máximo de peso ocorre entre 12 e 24 semanas (ou seja, entre o 4º e o 6º mês).

Como medir o peso?
Na sua primeira consulta devem ser medidos o peso e a altura. Recomenda-se balanças com pesos (não digitais), pois podem ser calibradas regularmente.

A gestante deverá estar em pé, descalça e com roupas leves, com os calcanhares juntos o mais próximo possível da haste vertical da balança, erguida, com os ombros para trás e olhando para frente.

Há várias formas de você saber se o seu peso é adequado no início da gravidez e se o ganho de peso está normal.

1) Se você conhece o seu peso antes do início da gravidez é só acompanhar a curva pelo gráfico abaixo:
 

Gráfico de aumento de peso  X   semana de gestação

Para cada idade gestacional em semanas (a partir de 12 até 40 semanas) há um determinado valor correspondente de ganho de peso; e nesse mesmo gráfico você pode saber se o aumento de peso é adequado.

Se o seu aumento de peso ficar acima do máximo ou abaixo do mínimo você deverá submeter-se a uma orientação nutricional.

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FRUSTRAÇÃO AO DESCOBRIR O SEXO DO BEBÊ

Longe do ideal

Nem sempre nossas crianças correspondem ao que sonhamos, mas podem ser bem melhor do que imaginamos.

Yara Martinez

Não há mãe que não seja coruja com os filhos. Todas acham suas crianças as mais lindas do mundo, as mais inteligentes e perfeitas. Mesmo assim, pode acontecer de, um belo dia, ela fitar os olhos escuros da filha e desejar que fossem azuis, como tanto queria. Ou lembrar que, apesar da torcida por uma menina, acabou ganhando um garotão. Dificilmente a mulher admite, mas muitas vezes gostaria que algumas características de seus filhos fossem diferentes. Tais “restrições” podem ser detalhes sem importância, como a cor dos olhos, ou um pouco mais sérias, como o sexo do bebê, o visual ou o temperamento da criança.

Normal e saudável
Os pais sempre têm expectativas e sonhos em relação aos filhos. Projetam um belo futuro para os pequenos, querem evitar que cometam erros e tentam orientá-los para terem uma vida melhor do que a sua. Tudo isso é normal, uma demonstração positiva de cuidado e afeto. O problema é quando transferem para a criança a tarefa de realizar suas fantasias frustradas ou atropelam a individualidade delas, encarando-as tão-somente como um reflexo de si mesmos – um reflexo que tem de ser aprimorado, ainda por cima. Há pais que chegam ao exagero de obrigar os filhos a se enquadrar nos moldes idealizados por eles, sem levar em conta que as crianças podem ficar frustradas ou infelizes, no futuro.

O sexo do bebê
O desapontamento dos pais com seus filhos pode ser desencadeado por milhões de motivos e o primeiro deles costuma ser detectado até mesmo antes do nascimento, quando o exame de ultra-som deixa claro que o bebê não é do sexo desejado. Claro, a maioria acaba aceitando sem problemas a criança que está a caminho, mas sempre sobra uma pontinha de desapontamento revelada em ocasiões banais como, por exemplo, quando a mulher se encanta com a menininha da amiga e diz, na frente do filho, que seu sonho era ter uma garota.

A expectativa em relação ao sexo pode ir além do primogênito, porque o casal pode querer um “amiguinho” para ele ou uma menina para formar um casal. E quem só teve filhos de um mesmo sexo pode não se conformar e continuar insistindo para ver se consegue pelo menos um de sexo diferente. A cada nova tentativa frustrada, maior o desapontamento.

Padrão de beleza
Para certos pais, o importante não é o sexo da criança, mas sim a aparência dela. Essa “cobrança” pode ser maior quando os adultos são muito bonitos e os filhos, nem tanto. É o caso de Ângela que, aos 45 anos, ainda mantém o corpo escultural e o rosto quase sem rugas. Muito diferente da filha Renata, de 14 anos, gordinha, desengonçada e com a pele do rosto cheia de acne. De nada adiantam as broncas da mãe para ela tentar emagrecer ou o olhar desaprovador sobre as calças folgadonas que adora e usa para esconder a gordura. Ao contrário: sabe que não corresponde ao padrão de beleza que a mãe sonha para ela, fica ansiosa e come mais, de preferência um monte de bobagens. Conclusão: a pele piora, o peso aumenta e a garota recorre a roupas cada vez mais largas.

Comparação entre irmãos
Não é agradável, para meninos ou meninas, ser comparados com pais bonitos ou bem-sucedidos. Também reagem mal quando a família elege um irmão como “modelo” a seguir. Nesses casos, a reação pode vir de duas formas: ou as crianças entram em disputa para ver quem consegue se encaixar no modelo e receber a aprovação dos adultos, ou fazem tudo ao contrário do que se espera delas, só para chamar a atenção. São duas situações problemáticas para os adultos administrarem. Situações causadas por eles mesmos –- pela dificuldade que demonstraram em aceitar e respeitar as diferenças existentes entre os filhos.

Coisa de mãe
Geralmente é a mãe quem procura encaixar a criança nos padrões desejados por ela, pelo simples fato de estar mais tempo com o filho. Por ter gerado a criança, essa atitude pode se agravar se ela não a aceitar como um ser independente, com características próprias. Isso é mais acentuado ainda no caso do primeiro filho, sobre quem recai, de um modo geral, a maior parte das cobranças e exigências.

Foi o que aconteceu com Pedro. Aos 6 anos, quando entrou na escolinha, só queria saber de fazer trabalhos manuais e brincar com as meninas, para desespero da mãe, Mariana, temerosa de que esse comportamento fosse indício de homossexualidade. Pedro superou essa fase, mas não incólume: percebendo a apreensão dos pais, tornou-se uma criança ansiosa – problema que se manifestou fisicamente, na forma de uma urticária persistente.

As conseqüências
Problemas físicos são alguns dos muitos sinais de alerta que os filhos dão quando sentem não estar correspondendo às expectativas de papai e mamãe. Eles parecem ter “anteninhas” muito bem desenvolvidas para captar o mais leve indício de rejeição e podem reagir dessa forma. Não é difícil encontrar nos consultórios de psicólogos especializados em atendimento infantil crianças com bronquite, alergias ou tiques nervosos, como fungar continuamente. Essas doenças são uma forma de expressar a ansiedade e a frustração que não conseguem verbalizar. O desconforto pode ser manifestado também com alterações de comportamento – agressividade ou timidez, afastamento dos amigos, ou isolamento – que, quase sempre, contribuem para aumentar a irritação dos pais. Outro indício bastante comum é a regressão a hábitos infantis que já estavam superados, como voltar a fazer xixi na cama. Mesmo crianças com 8 ou 10 anos podem passar por isso.

Sentimento de culpa
A não aceitação dos filhos como são gera, como se vê, sofrimento nas crianças. E também nos pais. As mães se consomem na culpa quando se percebem rejeitando o filho por algum motivo. E, na tentativa de compensar a rejeição, podem derrapar para atitudes de muita condescendência ou mimo. Só que esse comportamento, além de não resolver o problema da rejeição, ainda faz surgir outros, como o de criar um filho mimado, sem preparo e resistência para enfrentar a vida.

Leila, uma secretária, despertou para esse risco em tempo, porque não demorou muito a admitir que sentia rejeição pela caçula, a terceira filha, que nasceu num momento difícil, quando ela estava se separando do marido. Ainda na maternidade, ao receber o bebê nos braços, Leila comentou com uma amiga que a filha não era tão bonita quanto os irmãos, o que não era verdade. Aos poucos, compreendeu que implicava com a caçula porque seu nascimento havia adiado o processo de separação. Isso facilitou a “aceitação” da garota e melhorou o relacionamento com ela.

A rejeição camuflada
Na maioria das vezes, a rejeição não é demonstrada tão claramente. Mas, ainda assim, a criança a sente. A desaprovação da mãe, embora não verbal, pode se expressar, por exemplo, na forma de um certo distanciamento, como se faltasse entusiasmo na sua relação com a criança. Não é nada fácil mesmo superar esse sentimento, mas os pais precisam fazer um esforço nesse sentido, pois só a partir daí conseguirão orientar e educar o filho num clima de respeito às suas fraquezas, defeitos, talentos e habilidades. Essa é a melhor maneira de evitar conflitos e contribuir para a sua felicidade, o que, no fundo, todas as mães almejam.

Entrevistados: Jaqueline Xavier, psicóloga; Tai Castilho, do Instituto de Terapia Familiar de São Paulo; Teresa Avolio Bonumá, psicoterapeuta.

Pense positivo
Nenhuma mãe escapa daquelas pequenas dúvidas que dificultam a aceitação da individualidade de sua criança. Mas há como vencer esses pensamentos negativos antes que eles danifiquem a relação mãe-e-filho.Por que a minha criança não é como as outras?
Mesmo as crianças que parecem perfeitas podem apresentar problemas que você desconhece. Por isso, evite fazer comparações.

Por que ela sempre me faz passar vergonha em público?
As outras pessoas podem não estar prestando a mesma atenção que você, no comportamento da sua criança. Leve em conta duas coisas: a) que ela não está fazendo de propósito; b) que você pode controlar melhor a situação se conversar com ela longe dos olhos dos outros.

Meu filho herdou os meus piores defeitos.
Ele não está fadado a passar pelas mesmas dificuldades que você. Além disso, ao conscientizar-se de suas próprias limitações, você está apta a ensiná-lo a lidar com as dele.

O temperamento dele é muito diferente do meu.
Supere essa distância observando com atenção as reações dele e os seus motivos. Quanto mais você tentar entender sua criança, mais valor dará às diferenças que existem entre você e ela.

Se ele é assim agora, como será no futuro?
Nada de pensar no pior. Não há como prever o comportamento de um filho, no futuro. Muitos fatores – entre os quais a sorte e as circunstâncias de vida – influenciam o desenvolvimento de uma criança.

Se eu forçar, ele muda.
Quanto mais você fizer pressão contra o temperamento do filho, maior a probabilidade de ele se rebelar contra as suas orientações quando crescer.

 Fonte: http://crescer.globo.com/edic/ed80/rep_ideal.htm

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HIPOTIREOIDISMO NA GRAVIDEZ

Durante a gestação, principalmente no 1o trimestre, é ideal que o TSH (hormônio que estimula a tireóide a produzir seus hormônios T3 e T4) esteja bem mais baixo do que é o considerado normal nas pessoas não grávidas.

Numa pessoa qualquer, o valor desse hormônio pode variar de 0,5 a 5,0, sendo considerado normal qualquer valor dentro deste intervalo.

Mas na mulher grávida, isso é bem diferente, sendo o valor ideal do TSH na gestante em torno de 2,5.

Isso ocorre pelo fato de se saber que se esse hormônio estiver mais baixo significa que a tireóide está tendo uma produção hormonal ótima de T3 e T4, o que é fundamental para o desenvolvimento adequado do sistema nervoso do feto.

Esses hormônios maternos (T3 e T4) atravessam a placenta e são responsáveis por permitir uma maturação neurológica adequada no bebê no início da formação, porque a tireóide do bebê só conseguirá produzir seus próprios hormônios numa fase mais tardia da gestação.

Um estudo avaliou bebês de mães com valores diferentes de TSH durante a gestação e acompanhou essas crianças por muitos anos, constatando que os filhos das mulheres com TSH mais alto (em torno de 4,0 a 5,0) apresentaram maiores dificuldades de aprendizado e tiveram um desenvolvimento intelectual mais lento.

Não chagava a ser um retardo mental, mas sim um atraso quando comparados às outras crianças cujas mães tiveram TSH mais baixo durante a gestação.

Infelizmente, a dosagem de TSH e a manutenção de seu valor nessa faixa mais baixa, não é um consenso e não faz, portanto, parte da rotina do pré-natal estabelecida no país. É uma conduta da maioria dos endocrinologistas dar atenção a isso, mas não é uma regra. E nem toda gestante procura um endocrinologista na gestação.

Portanto, se você está grávida ou planeja engravidar, procure seu médico e converse sobre isso!

Manter o TSH nos limites mais baixos principalmente no primeiro trimestre da gestação é muito importante para o seu bebê!

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