PESO

>>>>>>Considerando o peso da volta da viagem = 69 kg  = conto 1 kg a +

>>>>>>Considerando peso de antes da viagem = 70 kg (69,8 ou 69,3 ??????)
18/10 – 71,5 médica / 70,3 balança casa – 300 grs mais -7 sem-
30/10 –             / 70,8 balança casa – 800 grs mais -9 sem-
9/11    – 71,4 médica / 70,8 balança casa – igual 11 sem-
30/11 – 71,8 médica / 71,2 balança casa – igual14 sem-
04/01 – 75,2 médica / 75,0 balança casa – igual 18 sem-



















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GRÁVIDA !!!!!!!!!!!!!!!

Minha última menstruação foi dia 27 de agosto.

Viajei para a Turquia e ….acabei encomendando um(a) turquinho(a) lá.

Dia 21/09 fui na gineco e contei toda a história. Ela ainda brincou dizendo que dava sorte e que logo que as mulheres passavam por ela com dificuldade pra engravidar, voltavam na próxima consulta grávidas. Não deu outra, apesar de que a concepção aconteceu antes dessa consulta, creio que lá pelo dia 11/09.

Percebi logo de cara que estava grávida porque minha monstra não atrasa. Nem fiz o teste de farmácia. Era para ter vindo lá pelo dia 26/28, então, dia 1º já era certo.

Só tinha conseguido marcar consulta dia 9/11, quando já estaria com 10 semanas. Aí liguei, falei com a médica e consegui adiantar para 18/10, o que foi ótimo porque, sabendo do meu histórico, me pediu o ultrassom e, tendo dado pra ouvir o coraçãozinho do bb a 154 por min, já me mandou tomar clexane e AAS, além da progesterona.

Eu estava tranquila quanto a isso (tranquila em termos, pq ficava pensando no clexane o tempo todo) porque:

–  o dr. Claudio Bonduki falou que somente o FATOR V LEIDEN “heterozigoto” era inexpressivo e não deveria tomar clexane na próxima gravidez, só se perdesse pela 3ª vez;

– o dr. Benjamin Heck também achou que isso, isoladamente, não era causa de aborto;

– a hematologista Ana Paula Carriço até receitou, mas não estava muito segura. Ela quase não deu mas depois falou que, pra desencargo de consciência, ia mandar tomar.

Então, com a palavra de 3, achei que realmente não precisaria mas…quando ela mandou tomar fiquei até aliviada porque aí já faz o que tem que fazer nessa vez. Tudo bem que é uma injeção diária na barriga e que custa R$ 1.000,00 por mês mas…vou estar fazendo todo o possível. Já tirei os miomas…tô tratando direitinho o hipotireoidismo… se não der é porque não era pra dar.

Só tenho que ficar atenta se a médica vai saber fazer o acompanhamento direito porque vi que ela não é das mais experientes, apesar de ter dado o diagnóstico certo e ser bem atenciosa. Mas estou até pensando em, depois do 2º ultrassom que é dia 23/11 (com 12 semanas) passar a fazer acompanhamento também com a hematologista.

Pelo que andei lendo, com o tratamento correto, a gravidez com risco de trombofilia e uso de clexane tem 94% de chance de dar certo. O que às vezes dá errado é o acompanhamento incorreto do médico, que não mede direito o índice de plaquetas (e não sei mais o quê que ainda preciso pesquisar) e não muda a dosagem do remédio, se necessário.

Então é isso, estou de 9 semanas e 2 dias hoje.

Os únicos sintomas são: peito maior e dolorido, maior vontade de urinar, leve azia e talvez um pouco de irritação com o marido, kkk.

Ainda não contei no trabalho, vou esperar perto do recesso, quando estarei de 4 meses. Minha colega está de um mês e já contou. Algumas pessoas já me perguntaram se eu não quero também. É engraçado ter que disfarçar. E acho que estou com um pouco de raiva por ela tirar o meu “brilho”, já que vou ter que dividir a atenção com ela, kkk. Por outro lado vai ser bom ter com quem compartilhar as dúvidas e emoções, apesar dela ser meio bipolar.

A tensão para o próximo ultrasson é enorme, pq foi nessa época que fiquei sabendo que tinha perdido. Tudo bem que da outra vez nem deu pra ouvir o coração, eu não estava tomando a medicação e tinha os miomas, mas… Na verdade sei que vou ficar tensa a gravidez inteira, não vai ser lá muito agradável, mas se passar de agora já fico mais feliz.

A tensão também é enorme pelo medo de algum defeito, mas esse medo é geral, não há o que fazer.

Quanto ao peso é que estou em dúvida:

– Estava pesando 72,5. Nos meses de julho e agosto fiz reeducação alimentar e exercício físico e passei 1º a 70,8 e por fim a 69,8 / 69,3.

– Viajei dia 10/09 (relaxei no ginástica desde então) e voltei com 69. Só que logo que voltei à alimentação normal meu peso já aumentou.

– Essa é a questão: não sei ao certo qual seria meu peso estabilizado depois da viagem: mas tô considerando a média de 70 kg. Como hoje (com 9 semanas) estou com 70,8, vou considerar esses como quilos ganhos da gravidez.

Até então estava comendo melhor mas me deixando cair em tentações. A partir da 9ª semana ( dia 29/10/12) vou tentar o controle máximo e absoluto, ainda mais que a médica disse pra não fazer exercício. Passei a anotar novamente tudo que como e vou tentar me manter em 24 pontos diários, que é de manutenção, lógico que só com coisas saudáveis.

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E…

Depois de ter feito milhares de exames, os primeiros resultados alterados foram:

FAN padrão pontilhado fino denso – que indica doença auto-imune – corticóide

proteina S funcional e fator V leiden (heterozigoto) – que indicam trombofilia – clexane = uma injeção todo dia na barriga

cross-match engativo – que indica não ter anticorpos para o sangue do marido – 3 doses de vacina antes de engravidar

miomas vááários – cirurgia e laparoscopia

????????????????????????

Refazendo os exames o CA125 e a proteina S funcional deram NORMAL, graças a dios.

Os médicos disseram que somente o fator V leiden heterozigoto, bem como somente FAN, isoladamente, não querem dizer nada, são inexpressivos.

Quanto ao cross-match, a maioria dos médicos não acredita nessa vacina e diz que, se fosse ser feito um estudo, todas as mulheres teriam esse resultado negativo, porque não há como ter anticorpos ao sangue de outra pessoa.

?????????????????????????????????

Ou seja, resumindo, o que a princípio pareceu um pesadelo agora virou nada. Segundo os médicos não tenho nada. GRAÇAS A DIOS !!!!!!!!

A única coisa que precisa realmente ser feita é a retirada dos miomas, que já marquei pro dia 14/06/11.

Depois de ter passado muita raiva com os médicos do plano de saúde, vou fazer com um particular.

Pelo visto, posso não ter tido nenhum problema e ter sido apenas coincidência os dois abortos, afinal só começa a se considerar aborto de repetição depois de 3. Segundo só agora soube, esse segundo aborto, como se formou o feto, então o mioma não pode ter sido a causa.

Agora é fazer a cirurgia, esperar 6 meses e voltar a tentar. E torcer pra o que deu nos exames realmente não ter nada a ver e dar certo dessa vez.

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DIFÍCIL…

Dezembro/09 – 1º aborto  –  +- 4 semanas        

Novembro/10 – 2º aborto –  +- 9 semanas    – curetagem em 02/12/10

Algumas complicaçõezinhas posteriores:

1º ciclo dia 30/12/10 – aparentemente normal por 4 dias, depois mais uns 4 de corrimento estranho. Resultado: inflamação que virou infecção. Tratado com antibióticos.

 Talvez pelo resultado do antibiótico, diarréia de 3 dias após o 2º dia do término do tratamento. Tratado.

2º ciclo – 19/01/11 – já foi uns 11 dias antecipado… O sangramento, no início estava normal, porém, no 8º e 9º dias, tive uma hemorragia. Acho que foi porque tive relação, talvez tenha a ver com o mioma. Como só tenho consulta dia 31/01, li que para alguns casos o antiinflamatório como PONSTAN ajuda, então resolvi tomar.

Nessa 2ª vez estava confiante pq já tinha alguns sintomas como peito  dolorido e grande, olfato mega apurado, prisão de ventre e gases, peso aumentado em 2 Kg (como da 1ª vez), barriga um pouco diferente…

Agora é fazer bateria de exames e ver o que acontece…Mas dá um desânimo, uma revolta…

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2 ABORTOS

 

Abortamento

Aborto de repetição: por que algumas mulheres não conseguem levar a gestação até o fim?

Considera-se abortamento a interrupção da gravidez até a 20ª, 22ª semana, ou seja, até o quinto mês de gestação. Além disso, é preciso que o feto esteja pesando menos de 500 gramas para definir o episódio como aborto espontâneo ou provocado.

O aborto de repetição é a situação na qual um casal experimenta três ou mais perdas gestacionais. Na espécie humana, o abortamento espontâneo é relativamente freqüente. 10% das gestações terminam em abortamento. Destes abortamentos, 85% tem uma causa genética, isto é, uma alteração cromossômica que inviabiliza a vida. Por esta razão, a ocorrência de um ou dois abortos é aceitável como natural. “Mas com a recidiva de três ou mais abortos, alguma outra razão deve estar interrompendo as gravidezes. Se a mulher tem mais de 35 anos, dois abortos em seqüência já podem indicar um problema”, afirma o ginecologista Joji Ueno, especialista em Reprodução Humana.

Os abortos são mais freqüentes entre as mulheres acima dos 35 anos de idade. É também nessa faixa etária que aumenta a possibilidade de malformações e anomalias fetais que levam ao abortamento espontâneo. Dentre as causas conhecidas e pesquisadas pela medicina para o abortamento de repetição estão:

  1. Causas genéticas;
  2. Causas uterinas;
  3. Causas imunológicas;
  4. Causas autoimunes;
  5. Causas hematológicas;
  6. Causas hormonais e infecciosas.

Para investigar os abortamentos de repetição, a primeira medida é inteirar-se da época em que ocorreu o abortamento, que é considerado precoce até a 12ª semana de gravidez e tardio entre a 12ª e a 20ª semana. “Se foi precoce, as principais causas são as genéticas, as infecciosas ou as imunológicas. Já os mais tardios estão relacionados à dificuldade de expansão e de crescimento do útero, como as malformações uterinas e a incompetência cervical, isto é, a incapacidade de manter o colo do útero fechado para levar a gravidez a termo”, diz Joji Ueno.

Causas genéticas

Estas são as causadas pelas alterações cromossômicas, que inviabilizam a vida. Alterações na estrutura ou no número dos cromossomos podem ser causadas ao acaso ou induzidas por uma alteração de cromossomos dos pais. Aquelas que ocorrem ao acaso não são repetitivas, são as causadoras de abortos ocasionais que estão dentro do percentual de 10% de todas as gestações. Aquelas herdadas dos pais é que se enquadram na repetitividade. Todo abortamento, mesmo que seja o primeiro, deverá ter o material eliminado analisado. “O habitual é realizar o exame histopatológico, isto é, o estudo microscópico do material curetado, juntamente com um exame genético, que poderá demonstrar a causa mais comum de perda gestacional. Dependendo da alteração, os pais deverão ser estudados”, explica Joji Ueno. O exame solicitado aos pais é o cariótipo. Este mostrará a estrutura e o numero dos cromossomos. Se este resultado é anormal, um aconselhamento genético deve ser feito, para que o especialista em Reprodução Humana possa calcular a incidência do problema em futuras gestações. A alteração cromossômica é uma das causas mais complicada de abortamento. “Se o casal tem translocação balanceada, o risco de transmiti-la de forma não balanceada para o feto é de 25%. É um índice elevado, uma vez que em cada quatro gestações uma apresentará a alteração. Como não há tratamento que consiga modificar a genética, a única saída é partir para a fertilização assistida com a doação de óvulos ou de espermatozóides, dependendo do lado que venha o problema”, recomenda o médico.

Causas uterinas

Alterações da cavidade uterina podem impedir o crescimento da gestação. “Existem malformações da cavidade uterina que são incompatíveis com a evolução de uma gravidez. Patologias como os miomas, pólipos e processos inflamatórios também podem agir desta forma”, explica o médico. O exame para avaliação da cavidade do útero é a histeroscopia, onde é possível ter a visão direta da cavidade uterina. Em geral, os abortos mais tardios estão relacionados com malformações uterinas, como o útero didelfo (dois úteros formados por dois cornos uterinos e dois colos), o útero bicorno (dois corpos uterinos em um só colo), o útero septado (com um fenda na cavidade uterina) e incompetência cervical.

Causas imunológicas

Uma gestação é formada pela junção de partes do componente genético do marido com partes da mulher. O feto formado a partir de então será um ser com constituição imunológica diferente do pai e da mãe. Quando uma gravidez se instala, o feto passa a fazer parte do organismo da mãe, como um órgão transplantado. Habitualmente, quando o sistema imunológico entra em contato com um corpo estranho, desenvolve anticorpos específicos. Mas, durante a gravidez, o sistema imune ‘tolera’ esta situação. E um mecanismo ainda desconhecido faz com que o sistema imunológico não rejeite a gravidez. “Quando o organismo rejeita a gravidez, esse tipo de aborto se chama alo-imune, e o problema deve ser identificado e tratado antes da mulher engravidar. A genotipagem, ou seja, a pesquisa genética, mostra se há compatibilidade entre marido e mulher. Quanto maior for a compatibilidade genética, maior o risco de aborto. O ideal é que os dois sejam bastante incompatíveis, do ponto de vista genético”, explica Joji Ueno. O tratamento do problema consiste em sensibilizar a mãe com os antígenos do marido por meio da infusão de leucócitos paternos antes da gravidez, para que ela crie anticorpos e reconheça o embrião quando for implantado em seu útero, já que ele carrega características genéticas do pai.

Causas autoimunes

Existem casos em que o indivíduo pode desenvolver anticorpos contra os próprios tecidos ou órgãos, esta alteração dá origem às doenças autoimunes, como o lupus sistêmico. Muitas mulheres podem ser assintomáticas durante a vida normal, mas no momento de uma gravidez podem exacerbar este problema, vindo a desenvolver uma desta síndromes. “As mais comuns, durante a gestação, é uma síndrome que se assemelha ao lupus e outra em que o nível de anticorpos contra cardiolipina aumenta muito”, afirma o especialista. O mecanismo pelo qual o organismo induziria o aborto se explica pelo acúmulo destes fatores, causando alterações da coagulação, trombose das veias da placenta e mau funcionamento do tecido placentário. Há a possibilidade, por meio de exames de sangue de detecção das alterações autoimunes. “O tratamento, normalmente, se baseia no uso de anticoagulantes. Mas, para cada alteração há uma indicação terapêutica própria”, informa Joji Ueno.

Causas hematológicas

Alterações dos fatores de coagulação do sangue podem aumentar na sua intensidade diante de situações hormonais especificas. Algumas mulheres não podem tomar anticoncepcionais hormonais, pois, aumentam sua a fragilidade capilar e hematomas. “Durante a gravidez, com a modificação hormonal do corpo, o sistema de coagulação pode se modificar. Se uma mulher tem esta tendência ou deficiência poderá desencadear uma trombose placentária, o que levará a um desenvolvimento diminuído do feto ou mesmo morte fetal, com conseqüente abortamento”, explica o médico. O diagnóstico deste problema é feito por uma série de testes de coagulação. O tratamento pode englobar desde a prescrição de aspirinas até o uso de anticoagulantes injetáveis.

Causas hormonais e infecciosas

Estas são causas, que durante muitos anos, foram as únicas para explicar a origem dos abortamentos. Toxoplasmose, brucelose e outras infecções podem ser consideradas como causadoras de um aborto, mas nunca da repetição destes. A doença, na sua forma ativa, pode provocar aborto, mas após a cura, não deixa seqüela que faça a repetição das perdas.

Os hormônios também são comumente apontados como causadores do abortamento. As deficiências na ovulação e na produção de progesterona levam à dificuldades ou à impossibilidade de engravidar. “Para que uma gravidez se instale é necessário um índice hormonal adequado, produzido pelo ovário, estimulado pela placenta”, diz Ueno.

O avanço na compreensão das falhas gestacionais vem avançando a cada ano, mas ainda existem situações, em que não é possível estabelecer a causa de uma perda gestacional repetida. “Hoje, contamos com tratamentos eficazes para quase todas as causas de abortamento repetitivo, salvo para as alterações genéticas dos progenitores”, afirma Joji Ueno. Nestes casos, em que a transmissão de um gene ou cromossomo alterado pode levar a uma má malformação, o aconselhamento genético é fundamental.

JOJI UENO

Joji Ueno é ginecologista, especialista em reprodução humana. Integra e dirige o corpo clínico da Clínica Gera, referência em laparoscopia ginecológica e histeroscopia. É Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenador de Pós-Graduação Lato Sensu, Especialização em Medicina Reprodutiva, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. É também o responsável pelo Setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e fellow do The Jones Institute for Reproductive Medicine da Eastern Virginia Medical School, nos Estados Unidos.

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MUDANÇAS DE HUMOR NA GRAVIDEZ

Por que a gravidez me deixa com tantas alterações de humor?

Você se sente ótima em um minuto e no outro está em prantos? Bem-vinda ao clube! As variações radicais de humor e estado de espírito são bastante comuns durante a gravidez.

Os especialistas acreditam que a progesterona e o estrogênio — os hormônios femininos que regulam o ciclo reprodutivo — sejam parcialmente responsáveis por isso, mas, o fato é que grande parte dessas alterações é simplesmente causada pelas enormes mudanças relacionadas à gestação.

Pode ser que de uma hora para a outra você passe da alegria de ter um filho à pergunta: “O que foi que eu fui fazer com minha vida?”.

Mesmo quando a gravidez é bem planejada, muitas mães vêem-se tomadas por preocupações em relação ao futuro, ao relacionamento com o parceiro ou às responsabilidades financeiras que vão aumentar.

Alguns efeitos físicos da gestação, como azia, cansaço e vontade frequente de fazer xixi também acabam mexendo mais com suas emoções.

Em que fase da gravidez as variações de humor são piores?

Elas costumam ser mais pronunciadas nas 12 primeiras semanas e tendem a diminuir à medida que seu corpo se adapta ao bombardeio hormonal a que é submetido. Mas no finalzinho da gravidez, com a ansiedade da aproximação da “hora H” do parto, as lágrimas podem voltar a ser suas companheiras fiéis.

Dá para “administrar” tamanha variação de sentimentos?

Essas variações fazem parte da experiência de se estar grávida. A consciência de que você está se comportando conforme o esperado (e conforme ditam seus hormônios) talvez sirva para aliviar um pouco da culpa por tantos altos e baixos.

Não seja dura demais com você mesma. Faça alguma atividade prazerosa, e não deixe de conversar com amigos e familiares sobre o que você está sentindo. Você pode trocar ideias com quem já passou por isso aqui, nos fóruns do BabyCenter.

A gravidez muda a vida das pessoas, e até as mulheres que sempre tiveram como objetivo ser mãe passam por momentos de irritabilidade, vulnerabilidade e ansiedade.

Tente se preservar um pouco. Fique longe do noticiário trágico, especialmente se ele envolver crianças. Você pode se surpreender como uma história que antes passaria batida pode deixá-la profundamente abalada.

As variações de humor podem ser sinal de outra coisa?

Se você acha que essas alterações são mais do que melancolias temporárias, talvez seja o caso de consultar um terapeuta. Cerca de 10 por cento das grávidas sofre de depressão moderada.

Vale a pena tratar a depressão agora porque mulheres com depressão na gravidez têm mais tendência a ter depressão pós-parto.

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MARIDO DISTANTE DURANTE A GRAVIDEZ

Barrigas de 30 semanas

A chegada de um bebê pode afetar a relação do casal. Não é raro a animação do futuro papai por ter um filho ser substituída por insegurança e, principalmente, ciúmes. Foi o que aconteceu com a estudante de psicologia, Mana Mendonça. “Com o passar do tempo, a relação foi ficando estranha. Ao mesmo tempo em que queria e se cobrava para estar por perto, meu ex-marido não conseguia mais compartilhar a alegria de esperar um bebê”, diz. Após o nascimento de Tainá, hoje com quatro anos, a relação não melhorou. As reclamações do parceiro foram aumentando e surgiram pequenas provocações. “No dia que voltei do hospital, ainda de resguardo e com a recomendação médica de fazer somente refeições leves, fui recebida com um almoço especial: camarão na moranga. À noite comi uma sopa temperada por ele com curry. Achei que fosse morrer”, conta Mana. Segundo a terapeuta Lucía Caldeyro, muitos homens ainda se sentem excluídos e se afastam durante a gravidez. “Alguns estudos apontam para o fato de que não existem rituais de passagem para o apoio a paternidade, que é um momento de grande transformação na vida de um homem. Afinal, eles não têm o know how milenar das mulheres”, explica. A terapeuta lembra que, até pouco tempo atrás, gravidez era tratado como um “assunto de mulheres”. “Além das parteiras de reconhecida experiência, eram a mãe da gestante e outras mulheres da família quem assistiam, cuidavam e apoiavam a mulher durante a gestação, o parto e nos cuidados com o recém-nascido. Só a partir das ultimas décadas, o pai começou a desempenhar essas funções”, explica Lucía. Para a psicóloga Suely Gevertz, associada à Associação Brasileira de Psicoterapia , a gravidez é uma experiência emocional profunda e os psicólogos estão preparados para apoiar as pessoas nestes momentos. “Podemos ajudar os casais a conhecerem seu mundo psíquico, que entra em ebulição durante a gravidez. As pessoas relembram e, algumas vezes, revivem situações vividas em sua infância. Também pode levar cada pessoa a rever seu bem-estar no mundo e o sentido de estar vivo. É um momento em que se entra em contato com a fragilidade do ser humano e também com a capacidade de cada um de poder cuidar de um ser indefeso”, explica. Ignorar que a gravidez vai alterar a relação pode ser um erro grave dos casais. “É claro que, após o nascimento de um filho, a relação homem-mulher sofrerá modificações, pois serão acrescidos os papeis de mãe e pai. Mas o casal não deve se esquecer da relação marido–mulher”, adverte Suely. A boa e velha conversa continua sendo a melhor alternativa para o casal resolver as dificuldades e não transformar pequenas indisposições em grandes crises. Esta saída pode, inclusive, fortalecer a relação. “Um casal sempre deve conversar a respeito das dificuldades que estão sentindo na relação, de maneira honesta e sincera”, aconselha. A terapeuta Lucía sugere também que as futuras mamães envolvam o parceiro na gravidez e no nascimento de seu filho. “Nas novas gerações, muitos homens acompanham com interesse as mudanças no corpo da mulher e se emocionam com os movimentos do bebê na barriga. Participam com sensibilidade e carinho, transformando a gestação numa empreitada a dois”, diz. É importante conversar sobre a preparação para o nascimento do bebê, as visitas ao médico e também compartilhar sentimentos que vão surgindo ao longo da gestação e depois do nascimento do bebê. A receita de participação e companheirismo foi aprovada pelo engenheiro Wagner Bonfim. “Acompanhei bem de perto a gravidez da Valéria. Fui em todas as consultas com o médico e acompanhei o parto. Curtimos bastante o momento, mesmo depois do nascimento. Ser pai e mãe é muito nobre. Vai além do amor que sentimos por outras pessoas”, conta. As principais dicas dos especialistas coletadas pelo blog A Família Cresceu são: • O casal deve ir junto ao médico. • Discutir as dúvidas que serão levadas ao médico, anotar as questões e indicações para tomar juntos as decisões. • Juntos participarem de visitas à maternidade e cursos ministrados pelas mesmas. • Compartilhar os livros, revistas e outros veículos especializados em gravidez e parto. • É importante que o futuro papai tire a licença-prêmio para ficar junto à mulher após o nascimento do bebê. • Trocar experiências com amigos que já tiveram filhos ou que estejam vivenciando a mesma fase. • O casal pode participar de cursos preparação para o parto. A participação do pai no parto pode contribuir enormemente com a qualidade deste momento, visto que muitos maridos sabem melhor do que ninguém como acalmar ou fortalecer suas esposas.

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